Quem não tem seus 50 anos não vai entender.
Era um tempo de amores proibidos.
Encontros furtivos.
Cinemas escuros nas tardes depois do colégio.
Gritos e sussurros para serem decorados.
Memorizados.
Sylvia Kristel era a liberdade holandesa.
A dama de olhos azuis e pele macia.
Revistas vinham censuradas.
Seios adivinhados.
Pernas sombreadas.
Emmanuelle?
Sexo!
A única palavra que rivalizava com o comunismo.
Orgasmo e Karl Marx.
Hoje.
Sylvia disse adeus.
Emmanuelle?
Será eterna enquanto houver a memória dos tempos de inocência...

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