18 de out. de 2012





Quem não tem seus 50 anos não vai entender.

Era um tempo de amores proibidos.

Encontros furtivos.

Cinemas escuros nas tardes depois do colégio.

Gritos e sussurros para serem decorados.

Memorizados.

Sylvia Kristel era a liberdade holandesa.

A dama de olhos azuis e pele macia.

Revistas vinham censuradas.

Seios adivinhados.

Pernas sombreadas.

Emmanuelle?

Sexo!

A única palavra que rivalizava com o comunismo.

Orgasmo e Karl Marx.

Hoje.

Sylvia disse adeus.

Emmanuelle?

Será eterna enquanto houver a memória dos tempos de inocência...


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