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| A ATA REAPARECE |
O JOÃO DE BARROS
O João de Barros
Foot-Ball Club nasceu no dia 12 de abril de 1914. Seu grande
idealizador foi o desportista Aristheu Accioly Lins, o qual viria a
se tornar, tempos depois, renomado advogado na capital baiana.
Juntamente com Aristheu, também participaram da fundação do João
de Barros diversos jovens das famílias Accioly e Reis e Silva.
A fundação do João
de Barros Foot-Ball Club teve origem no ciclismo. Naqueles tempos, em
plena Estrada de João de Barros, Ayres Valente e Odilon Sampaio –
mais conhecido por ‘Rato Branco’ – disputavam quem era o mais
rápido na bicicleta. Os amigos da dupla se dividiam na torcida. Tal
era a algazarra e empolgação da turma que Aristheu, um dos mais
entusiasmados, lançou a ideia da criação da agremiação. Como o
futebol era a coqueluche do momento, nada mais lógico que esquecer
as bicicletas e comprar um balão de couro. E assim teve inicio a
nossa história.
Entre os intrépidos
rapazes da Avenida João de Barros estavam, além dos Accioly, João
Cleophas de Oliveira, José Arruda de Albuquerque, Ayres Valente,
Alexandre, José, Petronilo e Lucillo Reis e Silva, Bruno Brunelli,
Carlos Rocha, Octavio de Oliveira, Octavio Batista de Carvalho, Pedro
farias, Eduardo Lemos Sobrinho, Antonio Soares, José Novaes, João
Beltrão, Rubens Farias, Jorge Tasso, Asdrúbal Castro, Manoel
Henrique de Araújo Pereira, Carlos Lapa Filho, Alberto e Victor
Seixas e Octávio da Cunha Lins.
E foi justamente no dia
12 de abril de 1914, a escolha da primeira diretoria do João de
Barros. Como presidente, assumia Aristheu Accioly Lins. O primeiro
secretario foi Luiz Accioly Lins e o segundo secretario Ubyrajara
Accioly Correia. O tesoureiro escolhido veio a ser José Acciolly
Correia Lins; o diretor de esportes, José Reis e Silva, com o futuro
craque Ayres Valente na vice diretoria de esportes.
No dia 16 de maio de
1914, o João de Barros entrou em campo pela primeira vez diante do
Flamengo-PE. A equipe alinhou Carlos Rocha; Bruno Bruneli e Otávio
Oliveira; Henrique Magalhães de Oliveira (Licor), José Arruda de
Albuquerque e Octavio Batista de Carvalho; Alexandre Reis e Silva,
Pedro Farias, Eduardo Lemos Sobrinho (Edu), Lucillo Reis e Silva e
José Reis e Silva (Zeca). O resultado não poderia ser melhor: 3 a 1
diante dos futuros campeões estaduais de 1915.
Os jornais da época
noticiaram a atividade intensa do novo clube. Festas, sessões de
diretoria, prestação de contas; o João de Barros trabalhando para
a criação da Liga Sportiva Pernambucana no dia 16 de junho de 1915.
O local histórico da
fundação da Liga não poderia ser outro: a Estrada de João de
Barros, n° 19-A, sede do João de Barros. Além disso, o nome da
Liga partiu do presidente do João de Barros, Aristheu Accioly Lins,
o mesmo Aristheu aclamado como primeiro presidente da Liga pelos
representantes do Centro Sportivo Peres, Sport Club Flamengo, Santa
Cruz Futebol Clube e Agros Sport Club de Socorro.
Todos esses detalhes
ficaram perdidos da memória esportiva pernambucana durante meio
século. Não havia documento comprovando a história oficial. A data
oficial de fundação da FPF era comemorada no dia 15 de junho até
que, em 1971, o professor João Duarte Dias, antigo dirigente da
Federação, devolveu o Livro de Atas original a Rubem Moreira,
presidente da entidade. O livro se encontrava entre pertencentes do
professor, sendo achado durante uma de suas mudanças de endereço.
No Livro de Atas, encontrava-se também o relato sobre a eleição de
Aristheu Accioly Lins como o primeiro presidente da Liga.
Não restava dúvida
alguma.
Os rapazes do João de
Barros escreveram de próprio punho e chuteiras a história do
futebol pernambucano.

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