Meu marxista favorito se foi.
E se ele estiver certo... para sempre.
O que é uma pena.
Para ler e conversar os marxistas são excepcionais.
Inteligentes, cultos, sagazes.
Provam que um queijo é pão e vice-versa.
O problema do marxismo está no dia a dia, na realidade.
Mas nos campos das idéias, todos são inesquecíveis.
Stalinista?
Mas eu também defendi Stalin numa fase idioerrática da existência.
Jorge Amado e Oscar Niemeyer também.
A diferença é que eu caí fora e eles, muitíssimo mais inteligentes, continuaram.
Eric se foi.
Não importam suas defesas do indefensável comunismo que prendeu Kundera.
O que importa são as suas eras.
O que importa é que cultuava o jazz.
Tanto quanto o goleiro Yashin.
Se é verdade que o homem é contraditório em si próprio.
Mais contraditórios são os gênios.
Gênios que fazem falta pois discordam.
Ameaçam nossa cidadela.
São infinitamente melhores que as vaquinhas de presépio capitalistas.
Sempre prontas a dizer sim...

Grande perda, Roberto. Pense num "cérebro". Morre também um pouco da História.
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