2 de out. de 2012




Meu marxista favorito se foi.

E se ele estiver certo... para sempre.

O que é uma pena.

Para ler e conversar os marxistas são excepcionais.

Inteligentes, cultos, sagazes.

Provam que um queijo é pão e vice-versa.

O problema do marxismo está no dia a dia, na realidade.

Mas nos campos das idéias, todos são inesquecíveis.

Stalinista?

Mas eu também defendi Stalin numa fase idioerrática da existência.

Jorge Amado e Oscar Niemeyer também.

A diferença é que eu caí fora e eles, muitíssimo mais inteligentes, continuaram.

Eric se foi.

Não importam suas defesas do indefensável comunismo que prendeu Kundera.

O que importa são as suas eras.

O que importa é que cultuava o jazz.

Tanto quanto o goleiro Yashin.

Se é verdade que o homem é contraditório em si próprio.

Mais contraditórios são os gênios.

Gênios que fazem falta pois discordam.

Ameaçam nossa cidadela.

São infinitamente melhores que as vaquinhas de presépio capitalistas.

Sempre prontas a dizer sim...


Um comentário:

  1. Grande perda, Roberto. Pense num "cérebro". Morre também um pouco da História.

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Comentários