Por ROBERTO VIEIRA
Mais um Clássico dos Clássicos.
Lá se vão uns duzentos na vida.
Clássico dos Clássicos que mudou através dos tempos.
Deixou de ser Clássico.
Passou a ser apenas mais um jogo de botão.
O equilíbrio se rompeu no final do século XX.
Alvirrubros com temor ao adversário.
Psicoses coletivas endeusando o Deus da Ilha.
Neuroses coletivas desprezando o Deus dos Aflitos.
Oito anos!
Oito anos!
Oito anos!
Como mantra ancestral se repete o cântico.
Chega a ser enfadonho.
Torcedores do Náutico que passam a semana derrotados.
Ajoelhados.
Deprimidos.
Claro.
Isso é coisa da turma de quarenta, cinquenta anos nas costas.
A moçada de cabeça feita nem liga.
Meus filhos cantam vitória.
Os amigos fazem festa.
Derrota é derrota.
Mas derrotismo é coisa muito mais séria.
Quando se entranha na gente, aniquila.
Faz o mais corajoso dos sujeitos pedir perdão.
Caso o Náutico enfrente o Sport com o espírito dos anos 90/00
Tanto faz vencer ou perder.
Será sempre obra de um acaso.
De olho nesse espírito é que aguardo o jogo.
O jogo e as manchetes de amanhã.
Pois se Waldemar Lemos já passou a semana sendo incensado como o rei da cocada rubro negra.
Uma vitória do Sport o levará a ser o novo Messias pernambucano.
Coisa pra duzentas horas de entrevistas e axé.
Fico feliz com o sucesso do Waldemar.
Ele é um cara trabalhador.
Mas esse auê seria impensável nos tempos em que o jogo de hoje.
Era o Clássico dos Clássicos dos Clássicos.
Isso mesmo. Lamentável como o Náutico vem se apequenando ante ao Sport nessas últimas décadas, sobretudo quando joga na Ilha do Retiro. Lá se foi o tempo em que os batíamos em seu reduto da mesma forma como o fazemos quando jogamos em casa.
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