26 de ago. de 2012




Por ROBERTO VIEIRA


Mais um Clássico dos Clássicos.

Lá se vão uns duzentos na vida.

Clássico dos Clássicos que mudou através dos tempos.

Deixou de ser Clássico.

Passou a ser apenas mais um jogo de botão.

O equilíbrio se rompeu no final do século XX.

Alvirrubros com temor ao adversário.

Psicoses coletivas endeusando o Deus da Ilha.

Neuroses coletivas desprezando o Deus dos Aflitos.

Oito anos!

Oito anos!

Oito anos!

Como mantra ancestral se repete o cântico.

Chega a ser enfadonho.

Torcedores do Náutico que passam a semana derrotados.

Ajoelhados.

Deprimidos.

Claro.

Isso é coisa da turma de quarenta, cinquenta anos nas costas.

A moçada de cabeça feita nem liga.

Meus filhos cantam vitória.

Os amigos fazem festa.

Derrota é derrota.

Mas derrotismo é coisa muito mais séria.

Quando se entranha na gente, aniquila.

Faz o mais corajoso dos sujeitos pedir perdão.

Caso o Náutico enfrente o Sport com o espírito dos anos 90/00

Tanto faz vencer ou perder.

Será sempre obra de um acaso.

De olho nesse espírito é que aguardo o jogo.

O jogo e as manchetes de amanhã.

Pois se Waldemar Lemos já passou a semana sendo incensado como o rei da cocada rubro negra.

Uma vitória do Sport o levará a ser o novo Messias pernambucano.

Coisa pra duzentas horas de entrevistas e axé.

Fico feliz com o sucesso do Waldemar.

Ele é um cara trabalhador.

Mas esse auê seria impensável nos tempos em que o jogo de hoje.

Era o Clássico dos Clássicos dos Clássicos.






Um comentário:

  1. Isso mesmo. Lamentável como o Náutico vem se apequenando ante ao Sport nessas últimas décadas, sobretudo quando joga na Ilha do Retiro. Lá se foi o tempo em que os batíamos em seu reduto da mesma forma como o fazemos quando jogamos em casa.

    ResponderExcluir

Comentários