Por ROBERTO VIEIRA
Fidel Castro chega aos oitenta e seis anos.
A televisão estatal fala dos Jogos.
O ouro de Fidel ainda não chegou ao fim.
Não.
Ao contrário do que se pensa.
A história de Cuba nas Olimpíadas é antiga.
Começou bem antes de Fidel.
Cuba ganhou ouro em Paris e Saint Louis.
No começo do século XX.
Depois veio o silencio.
O desporto cubano restrito ao genial Capablanca.
Cuba só era campeã em corrupção, prostituição e bordelamericano.
Batista cai.
Fidel reinventa a educação na Ilha.
O leste europeu e a comida na mesa transformam os jovens.
Doze anos após os barbudos chegarem ao Poder.
Cuba aparece em Munique, Montreal e Moscou.
Stevenson, Regla Bell e Juantorena.
Cuba que também surpreende nos Panamericanos.
Fidel exulta.
O ocidente se assusta.
O bloqueio não surte efeito na dieta dos campeões.
Calorias para a revolução.
Catorze medalhas de ouro em Barcelona.
A Revolução atinge a maioridade nas quadras e pistas.
O boxe levou sessenta e sete medalhas.
O atletismo trinta e nove.
O judô? Trinta e cinco.
Cento e noventa e oito medalhas revolucionárias em seutotal.
Fidel Castro chega oitenta e seis anos.
A televisão estatal fala dos Jogos.
Prisioneiros políticos nas prisões.
Ditadura e bodeguita.
O ouro de Fidel ainda não chegou ao fim.
A Ilha está pobre.
A Ilha está cansada de décadas sem liberdade.
Mas a Ilha ainda produz atletas.
Atletas e medalhas.
Até quando?
Nem Fidel sabe...

Sei que foi esquecimento, por isso o perdôo.
ResponderExcluirQualquer fala ou texto que envolva a "Ilha" no esporte, não pode esquecer Mireya Luís. Inclusive, ela, ainda jovem e atlética, apareceu em Londres entregando medalhas para as americanas no Voleibol.
Agora, quando redijo este comentário, são 22 e 55 de segunda-feira. Com certeza, em Cuba nenhuma criança é encontrada dormindo debaixo de papelão ou sobra de jornais, sob marquises.
Já no nosso "democrático" Brasil!!!
Mestre, Mireya foi evitada pelo inconsciente... era meu pesadelo esportivo!
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