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13 de ago. de 2012










Por ROBERTO VIEIRA



Fidel Castro chega aos oitenta e seis anos.

A televisão estatal fala dos Jogos.

O ouro de Fidel ainda não chegou ao fim.

Não.

Ao contrário do que se pensa.

A história de Cuba nas Olimpíadas é antiga.

Começou bem antes de Fidel.

Cuba ganhou ouro em Paris e Saint Louis.

No começo do século XX.

Depois veio o silencio.

O desporto cubano restrito ao genial Capablanca.

Cuba só era campeã em corrupção, prostituição e bordelamericano.

Batista cai.

Fidel reinventa a educação na Ilha.

O leste europeu e a comida na mesa transformam os jovens.

Doze anos após os barbudos chegarem ao Poder.

Cuba aparece em Munique, Montreal e Moscou.

Stevenson, Regla Bell e Juantorena.

Cuba que também surpreende nos Panamericanos.

Fidel exulta.

O ocidente se assusta.

O bloqueio não surte efeito na dieta dos campeões.

Calorias para a revolução.

Catorze medalhas de ouro em Barcelona.

A Revolução atinge a maioridade nas quadras e pistas.

O boxe levou sessenta e sete medalhas.

O atletismo trinta e nove.

O judô? Trinta e cinco.

Cento e noventa e oito medalhas revolucionárias em seutotal.

Fidel Castro chega oitenta e seis anos.

A televisão estatal fala dos Jogos.

Prisioneiros políticos nas prisões.

Ditadura e bodeguita.

O ouro de Fidel ainda não chegou ao fim.

A Ilha está pobre.

A Ilha está cansada de décadas sem liberdade.

Mas a Ilha ainda produz atletas.

Atletas e medalhas.

Até quando?

Nem Fidel sabe...


27 de jun. de 2009






Por ROBERTO VIEIRA

Responda rápido:

Na lendária vitória da seleção brasileira de basquete no Panamericano de Indianapólis em 1987.

120 x 115 sobre os americanos.

O Brasil foi liderado por Oscar e Marcel e os EUA foram comandados por Michael Jordan:

( ) Verdadeiro

( ) Falso

Qualquer que seja a sua resposta.

Você já deve ter ouvido a famosa versão:

Magic Jordan foi derrotado naquele jogo pelos brasileiros.

Pois essa versão ainda rola no google, por exemplo. Pode testar.

Faz parte do jogo.

Todo grande evento do esporte traz em si a lenda.

Como o tapa de Varela em Bigode na final de 1950.

Ou a morte do goleiro Lara depois da cobrança de um pênalti por Friedenreich.

Lembra o doping alemão contra os húngaros?

E a derrota de Michael Jordan contra o Brasil em 1987?

Tudo lendas da paixão.

A lenda existe para colorir momentos por si só extraordinários.

Portanto, caso os EUA derrotem o Brasil em Johanesburgo.

Podem ter certeza.

Daqui a alguns anos.

Vai ter americano jurando de pés juntos:

Pelé e Kaká estavam em campo...

PS: Em tempo. Quem jogou contra o Brasil em 1987 foi o Almirante Robinson...