Por ROBERTO VIEIRA
Ele não tinha a frieza
de Gilmar.
Nem os saltos
acrobáticos e sensacionais de Barbosa.
Ele não tinha a sorte
de Castilho.
Nem os dedos enluarados
do Manga.
Marcos foi mais santo.
Taffarel foi mais
milagroso.
Válter, Jurandir e
Aymoré eram muito mais corajosos.
Tempos de travas
eriçadas e pau puro na grande área.
Mas quando Lee cabeceou
aquela bola.
Quando Lee o agrediu
covardemente.
Foram suas mãos
desnudas que salvaram a pátria de chuteiras.
A sua imagem
convulsionando no chão de Guadalajara.
Lembra o sofrimento dos
milhares de goleiros que entregaram a própria vida.
Para evitar um gol.
Não, meus amigos!
Ele jamais faria parte
da antologia da seleção brasileira de todos os tempos.
Mas sua garra e
tenacidade fizeram melhor.
Elas o colocaram no
arco da melhor seleção de todos os tempos.
Na final do México?
Lá estava ele de luvas
nas mãos.
O primeiro da sua
espécie tupiniquim.
Leão e Ado eram até
melhores.
Mas campeão do mundo?
O homem que chorou ao
telefone falando com a filha.
Direto do Estádio
Asteca?
Esse só existiu um!
Felix Miélli
Veneriano.
E estamos
conversados...
Em tempo.
O centenário tricolor
Nelson Rodrigues.
Acaba de apertar as
mãos do tricampeão tricolor lá no céu do futebol.

Amigo Roberto, bonita homenagem... Félix merece... lembro-me muito bem dele, mais até dos tempos da Portuguesa...
ResponderExcluirfalhava quando podia, não alterava o resultado final... fechava o gol quando era necessário... mesmo na final contra a Itália, logo no início do jogo, fez uma defesa sensacional num chute á distância...
para os goleiros... 1970: a situação era muito parecida como a de hoje... uma fase de transição... só que naquela Copa Félix mereceu ser o titular...
valeu... parabéns pelo texto...
1 abraço.
Era o melhor na época (pegava tudo,era centrado e seguro).Nem era molecote nem veterano quase ex.Tava no ponto.Brasil X Inglaterra foi mais Félix X Banks.E o nosso herói garantiu a rapadura!
ResponderExcluirBonita homenagem,Roberto.Li no blog do Juca,nos comentários deste texto,uma analogia bastante interessante sobre Félix: ele foi o Ringo Starr do futebol brasileiro,pois estava no lugar certo,na hora certa,e não comprometeu!
ResponderExcluirParabens pelo texto, Roberto. Ainda estou perplexo com a notícia. Papel, foi sim, um grande goleiro. Deus o tenha!
ResponderExcluir