24 de ago. de 2012






Por ROBERTO VIEIRA


Ele não tinha a frieza de Gilmar.

Nem os saltos acrobáticos e sensacionais de Barbosa.

Ele não tinha a sorte de Castilho.

Nem os dedos enluarados do Manga.

Marcos foi mais santo.

Taffarel foi mais milagroso.

Válter, Jurandir e Aymoré eram muito mais corajosos.

Tempos de travas eriçadas e pau puro na grande área.

Mas quando Lee cabeceou aquela bola.

Quando Lee o agrediu covardemente.

Foram suas mãos desnudas que salvaram a pátria de chuteiras.

A sua imagem convulsionando no chão de Guadalajara.

Lembra o sofrimento dos milhares de goleiros que entregaram a própria vida.

Para evitar um gol.

Não, meus amigos!

Ele jamais faria parte da antologia da seleção brasileira de todos os tempos.

Mas sua garra e tenacidade fizeram melhor.

Elas o colocaram no arco da melhor seleção de todos os tempos.

Na final do México?

Lá estava ele de luvas nas mãos.

O primeiro da sua espécie tupiniquim.

Leão e Ado eram até melhores.

Mas campeão do mundo?

O homem que chorou ao telefone falando com a filha.

Direto do Estádio Asteca?

Esse só existiu um!

Felix Miélli Veneriano.

E estamos conversados...

Em tempo.

O centenário tricolor Nelson Rodrigues.

Acaba de apertar as mãos do tricampeão tricolor lá no céu do futebol.

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4 comentários:

  1. Antonio (o também saudosista)24 de agosto de 2012 às 13:01

    Amigo Roberto, bonita homenagem... Félix merece... lembro-me muito bem dele, mais até dos tempos da Portuguesa...

    falhava quando podia, não alterava o resultado final... fechava o gol quando era necessário... mesmo na final contra a Itália, logo no início do jogo, fez uma defesa sensacional num chute á distância...

    para os goleiros... 1970: a situação era muito parecida como a de hoje... uma fase de transição... só que naquela Copa Félix mereceu ser o titular...

    valeu... parabéns pelo texto...

    1 abraço.

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  2. Era o melhor na época (pegava tudo,era centrado e seguro).Nem era molecote nem veterano quase ex.Tava no ponto.Brasil X Inglaterra foi mais Félix X Banks.E o nosso herói garantiu a rapadura!

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  3. Bonita homenagem,Roberto.Li no blog do Juca,nos comentários deste texto,uma analogia bastante interessante sobre Félix: ele foi o Ringo Starr do futebol brasileiro,pois estava no lugar certo,na hora certa,e não comprometeu!

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  4. Parabens pelo texto, Roberto. Ainda estou perplexo com a notícia. Papel, foi sim, um grande goleiro. Deus o tenha!

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