Por ROBERTO VIEIRA
Náutico e Corinthians possuem uma história de 57 anos.
Desde os tempos de Gilmar no gol e Ivson no ataque.
Uma história que começou numa Recife de chuvas.
Com empate e futebol ofensivo.
O Corinthians era um timaço que começava seu jejum histórico.
O Náutico era um time em busca de si mesmo.
Em busca do reconhecimento nacional que viria nos anos 60.
Até aí, tudo bem.
Curioso é notar um detalhe estatístico.
Desde 1992, o Corinthians não sabe o que é vencer o Náutico.
Triunfo no século XXI?
Nem pensar.
E a última vez foi na morte de Jânio Quadros.
Quando São Paulo parou para entender o homem da vassoura.
Setenta e cinco anos de idas e vindas.
Bilhetinhos.
E a última vez foi obra do atacante Neto.
Marcando um gol e dando outro pro Wilson Mano.
E a última vez foi com o técnico Basílio.
O mesmo Basílio que acabou o sofrimento milenar.
O mesmo Basílio que resgatou aquele time de 1954/55.
E a última vez também foi um jogo ofensivo.
Quarenta finalizações nos noventa minutos.
Depois daquele 16 de fevereiro de 1992?
Foram seis jogos.
Um empate e cinco derrotas do Timão.
Campeão da Libertadores que busca vencer no Brasileirão.
Vinte anos depois...


Roberto, sinto falta de mais um embate entre os dois, o sétimo. Foi pelo Torneio dos Campeões de 2002, em Belém/PA, empate em 1 x 1. Na verdade, então, desde 1992, quando nos venceram pela última vez, foram sete jogos, com dois empates e vitórias do Timbu.
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