13 de jul. de 2012







Por ROBERTO VIEIRA


Náutico e Corinthians possuem uma história de 57 anos.

Desde os tempos de Gilmar no gol e Ivson no ataque.

Uma história que começou numa Recife de chuvas.

Com empate e futebol ofensivo.

O Corinthians era um timaço que começava seu jejum histórico.

O Náutico era um time em busca de si mesmo.

Em busca do reconhecimento nacional que viria nos anos 60.

Até aí, tudo bem.

Curioso é notar um detalhe estatístico.

Desde 1992, o Corinthians não sabe o que é vencer o Náutico.

Triunfo no século XXI?

Nem pensar.

E a última vez foi na morte de Jânio Quadros.

Quando São Paulo parou para entender o homem da vassoura.

Setenta e cinco anos de idas e vindas.

Bilhetinhos.

E a última vez foi obra do atacante Neto.

Marcando um gol e dando outro pro Wilson Mano.

E a última vez foi com o técnico Basílio.

O mesmo Basílio que acabou o sofrimento milenar.

O mesmo Basílio que resgatou aquele time de 1954/55.

E a última vez também foi um jogo ofensivo.

Quarenta finalizações nos noventa minutos.

Depois daquele 16 de fevereiro de 1992?

Foram seis jogos.

Um empate e cinco derrotas do Timão.

Campeão da Libertadores que busca vencer no Brasileirão.

Vinte anos depois...




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Um comentário:

  1. Roberto, sinto falta de mais um embate entre os dois, o sétimo. Foi pelo Torneio dos Campeões de 2002, em Belém/PA, empate em 1 x 1. Na verdade, então, desde 1992, quando nos venceram pela última vez, foram sete jogos, com dois empates e vitórias do Timbu.

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