Por ROBERTO VIEIRA
Uma parte da torcida alvirrubra reclama do presente.
Outra parte, ironiza o passado.
Eles perdem o presente.
Presente que trouxe, apenas este ano, quatro partidas históricas.
Partidas que, hoje, são passado.
Como assim?
Pois é, meus amigos.
Apenas este ano, quatro partidas merecem entrar para a antologia Timbu.
Pelo drama. Pela luta.
Pela superação.
O primeiro jogo da série foi o empate heróico contra o Internacional no Beira-Rio.
Com um gol espírita.
Um gol dos predestinados.
Um gol que será lembrado por gerações e gerações em Rosa e Silva.
Depois, a excepcional partida contra o Cruzeiro.
Uma goleada nos Aflitos com cheiro de Bita e Lala.
Um 5 x 2 em que a torcida aplaudiu um espetáculo raro. Operístico.
Depois, a virada contra o Atlético-PR.
Dois gols simétricos.
Desesperados.
A bola descrevendo parábolas, e as parábolas encontrando a cabeça de Kuki.
E a cabeça de Kuki encontrando Clodoaldo.
Finalmente, a partida contra a Vila Belmiro lotada.
Eduardo em uma atuação de gala.
O silêncio do 0 x 0 na noite praiana.
Todos estes jogos são antológicos.
Muito dirão, Tomés:
"Não valeram título! Não valeram título!"
Paciência, meus senhores.
Os títulos são escritos aos poucos.
No suor de batalhas menores.
Guerrilhas.
Nem todo dia é dia D.
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