8 de dez. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA


Uma parte da torcida alvirrubra reclama do presente.

Outra parte, ironiza o passado.

Eles perdem o presente.

Presente que trouxe, apenas este ano, quatro partidas históricas.

Partidas que, hoje, são passado.

Como assim?

Pois é, meus amigos.

Apenas este ano, quatro partidas merecem entrar para a antologia Timbu.

Pelo drama. Pela luta.

Pela superação.

O primeiro jogo da série foi o empate heróico contra o Internacional no Beira-Rio.

Com um gol espírita.

Um gol dos predestinados.

Um gol que será lembrado por gerações e gerações em Rosa e Silva.

Depois, a excepcional partida contra o Cruzeiro.

Uma goleada nos Aflitos com cheiro de Bita e Lala.

Um 5 x 2 em que a torcida aplaudiu um espetáculo raro. Operístico.

Depois, a virada contra o Atlético-PR.

Dois gols simétricos.

Desesperados.

A bola descrevendo parábolas, e as parábolas encontrando a cabeça de Kuki.

E a cabeça de Kuki encontrando Clodoaldo.

Finalmente, a partida contra a Vila Belmiro lotada.

Eduardo em uma atuação de gala.

O silêncio do 0 x 0 na noite praiana.

Todos estes jogos são antológicos.

Muito dirão, Tomés:

"Não valeram título! Não valeram título!"

Paciência, meus senhores.

Os títulos são escritos aos poucos.

No suor de batalhas menores.

Guerrilhas.

Nem todo dia é dia D.



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