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Por ROBERTO VIEIRA
'Prepare seu coração.
Pras coisas que eu vou contar.
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar...'
19 de julho de 1966.
Dia inusitado no Brasil.
Acreditem.
O astronauta Neil Armstrong abria champanhe no Copacabana Palace.
Armstrong que ficaria famoso mesmo.
Exatos três anos depois.
Ao pisar o solo lunar.
A barra pesada chegava também na música.
Nara Leão brigando com Elis Regina.
Oh, meninas!
César Maluco era o homem gol do Flamengo.
E prometia o bicampeonato carioca.
E foi nesse clima de banda e disparada.
No meio de uma repressão light - se comparada ao que vinha pela frente.
Que o Palmeiras entrou em campo no Pacaembu.
Diante do tricampeão pernambucano.
Um certo Clube Náutico Capibaribe.
Náutico que tinha chegado às semifinais da Taça Brasil de 1965.
Ademir da Guia já prendia e mandava soltar.
O Palmeiras era a Academia.
Palmeiras de Valdir de Moraes, Djalma Santos, Suingue e Dudu.
Palmeiras de Djalma Dias e Servílio.
Única equipe do país que fazia frente ao Santos de Pelé.
Isso é. Até aquela data.
Pois o futebol brasileiro estava prestes a mudar.
A se encher de Náuticos, Cruzeiros.
Virar de ponta cabeça.
Pois o Náutico tinha Lula Monstrinho no gol.
Lula que passou 270 minutos contra o Palmeiras sem levar gol.
Lula que despertou desejos inconfessáveis no Timão.
E o Náutico tinha Ivan Brondi.
Mestre Ivan que parou Dudu, Da Guia e a velha Bota inteira.
Náutico de Bita.
Náutico de Bita.
Náutico de Bita.
Náutico de Nino, Gena, Lala.
Náutico de quem amava o futebol bem jogado.
O Náutico empatou com o Palmeiras em 0-0 no Pacaembu.
Náutico que desclassificou o Palmeiras na volta em Recife.
Náutico que só parou na marra.
Na terceira partida diante de Pelé naquele ano.
Náutico que tornaria a encontrar os palestrinos no ano seguinte.
Na finalíssima do torneio.
Bom.
Como eu dizia lá no começo.
Esse dia foi um dia inusitado no Brasil.
Dia em que o pernambucano Nelson Rodrigues chorou copiosamente no Palácio Guanabara.
Quando o governador Negrão de Lima.
Declarou oficialmente o Maracanã, estádio Mario Filho.
Pois é.
Prepare seu coração.
Pras coisas que eu vou contar.
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar...
Por ROBERTO VIEIRA
'Prepare seu coração.
Pras coisas que eu vou contar.
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar...'
19 de julho de 1966.
Dia inusitado no Brasil.
Acreditem.
O astronauta Neil Armstrong abria champanhe no Copacabana Palace.
Armstrong que ficaria famoso mesmo.
Exatos três anos depois.
Ao pisar o solo lunar.
A barra pesada chegava também na música.
Nara Leão brigando com Elis Regina.
Oh, meninas!
César Maluco era o homem gol do Flamengo.
E prometia o bicampeonato carioca.
E foi nesse clima de banda e disparada.
No meio de uma repressão light - se comparada ao que vinha pela frente.
Que o Palmeiras entrou em campo no Pacaembu.
Diante do tricampeão pernambucano.
Um certo Clube Náutico Capibaribe.
Náutico que tinha chegado às semifinais da Taça Brasil de 1965.
Ademir da Guia já prendia e mandava soltar.
O Palmeiras era a Academia.
Palmeiras de Valdir de Moraes, Djalma Santos, Suingue e Dudu.
Palmeiras de Djalma Dias e Servílio.
Única equipe do país que fazia frente ao Santos de Pelé.
Isso é. Até aquela data.
Pois o futebol brasileiro estava prestes a mudar.
A se encher de Náuticos, Cruzeiros.
Virar de ponta cabeça.
Pois o Náutico tinha Lula Monstrinho no gol.
Lula que passou 270 minutos contra o Palmeiras sem levar gol.
Lula que despertou desejos inconfessáveis no Timão.
E o Náutico tinha Ivan Brondi.
Mestre Ivan que parou Dudu, Da Guia e a velha Bota inteira.
Náutico de Bita.
Náutico de Bita.
Náutico de Bita.
Náutico de Nino, Gena, Lala.
Náutico de quem amava o futebol bem jogado.
O Náutico empatou com o Palmeiras em 0-0 no Pacaembu.
Náutico que desclassificou o Palmeiras na volta em Recife.
Náutico que só parou na marra.
Na terceira partida diante de Pelé naquele ano.
Náutico que tornaria a encontrar os palestrinos no ano seguinte.
Na finalíssima do torneio.
Bom.
Como eu dizia lá no começo.
Esse dia foi um dia inusitado no Brasil.
Dia em que o pernambucano Nelson Rodrigues chorou copiosamente no Palácio Guanabara.
Quando o governador Negrão de Lima.
Declarou oficialmente o Maracanã, estádio Mario Filho.
Pois é.
Prepare seu coração.
Pras coisas que eu vou contar.
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar...



Excelente texto,Roberto.Mais um golaço.
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