4 de jun. de 2012






Por ROBERTO VIEIRA


Era uma mulher alada.

Nada de Vênus desfigurada.

Mas era uma mulher diferente - com nome de homem.

Por que então era adorada por todos os homens?

Distraída.

Dava bola pra todo mundo.

Atrevida.

Teve mais de um dono.

Brincava de ir e vir com a paixão alheia.

Moça de vida fácil.

Menina dourada.

Pequena.

Leve.

Cabia na palma das mãos e das chuteiras.

Um dia, como por encanto juvenil e inesperado.

Trama impecável de cachorro vira lata.

A tal garota dourada veio ser minha.

Minha, não!

A Taça do Mundo foi nossa!!




















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