Por ROBERTO VIEIRA
Era uma mulher alada.
Nada de Vênus desfigurada.
Mas era uma mulher diferente - com nome de homem.
Por que então era adorada por todos os homens?
Distraída.
Dava bola pra todo mundo.
Atrevida.
Teve mais de um dono.
Brincava de ir e vir com a paixão alheia.
Moça de vida fácil.
Menina dourada.
Pequena.
Leve.
Cabia na palma das mãos e das chuteiras.
Um dia, como por encanto juvenil e inesperado.
Trama impecável de cachorro vira lata.
A tal garota dourada veio ser minha.
Minha, não!
A Taça do Mundo foi nossa!!



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