Por ROBERTO VIEIRA
Foi amor à primeira vista.
Ronaldinho bateu os olhos no Galo e disse ‘uai!’.
Ronaldinho que era fã de Roberto Drummond desde a infância.
Ronaldinho que deve seu nome ao velho Ronaldo.
Primo do Tostão.
Ídolo do Galo no início dos anos 70.
As raízes de Ronaldinho em Minas Gerais sãodiversas.
Panelada de campanha e frango com quiabo não podem faltar.
O que?
Conversa fiada?
E mineiro é povo de conversa fiada?
Mineiro é discreto no jogar e contratar.
Prova está.
Ninguém imaginou a cena de hoje.
Ronaldinho substituindo o vermelho de luta pelo branco dapaz.
E que não venham me dizer que Ronaldinho está sozinho.
Zizinho virou paulistano na batuta de Guttman.
Leônidas?
Idem.
Rivelino, um garoto de Ipanema.
Pelé, nova-iorquino.
Rivaldo, catalão.
Raí e Leonardo, parisienses da gema.
O DNA do craque agora habita do lado da carteira.
Longe vão os tempos de um Nilton Santos, um Lorca.
Morrendo nas trincheiras da sua paixão.
Foi amor à primeira vista.
Ronaldinho bateu os olhos no Galo
Súbito..
Suas lembranças transigem.
Na confluência do amor.
Com os olhos cheios d’água.
E todo sentimento do mundo nas duas chuteiras, uai!

Frase bastante escutada em BH: ' Minas não tem mar,mas tem bar!...' kkkk
ResponderExcluir