Por ROBERTO VIEIRA
Abertura do Brasileirão 86.
31 de agosto.
Náutico x Vasco da Gama.
Vasco de Dinamite e do jovem Romário.
Naquele ano Romário fora o artilheiro do campeonato carioca.
Um gol a mais que Dinamite.
Contra eles?
O Náutico lançaria Edson Gaucho e Alfredo Santos.
Conta eles?
O meio de campo com Lourival, Ademir Lobo e Baiano.
A partida foi disputada no Arruda.
Público de 22.700 pagantes.
A arbitragem coube a José de Assis Aragão.
O Náutico alinhou Rafael; Alípio, João Fernandes, Edson Gaucho e Alfredo Santos;
Lourival, Baiano e Ademir Lobo;
Moreno, Gallo (Ivanildo) e Marcos Antonio (Robélio).
Técnico Carlos Alberto Torres.
O Vasco iniciou com Acácio; Paulo Roberto, Donato, Carlos Augusto e Lira;
Vitor (Gilmar), Mazinho e Giovanni;
Mauricinho, Roberto e Romário (Vivinho).
Técnico Cláudio Garcia.
Sete destes jogadores serviram a seleção brasileira e um vestiu a camisa da fúria espanhola.
O jogo?
O Náutico parte para cima do Vasco da Gama que se fecha na defesa, deixando Roberto isolado na frente e Mauricinho e Romário caindo pelos flancos do gramado. O jogo fica preso ao meio de campo e a primeira chance só aparece numa cobrança de falta de Roberto defendida magistralmente por Rafael. No minuto seguinte Roberto recua e lança Romário, o futuro rei da grande área, mas Romário cara a cara com o gol, vê Rafael crescendo a sua frente e defendendo firme o 0x0. Mais uma falta contra o alvirrubro, desta vez Paulo Roberto cobra, a bola acerta a trave e no rebote Rafael segura firme. Agora é falta para o Náutico. Ademir Lobo toca sutilmente e Acácio vê a bola tirando risca da trave. Edson Gaucho anula Roberto. Moreno invade a área do Vasco e quando vai marcar, Acácio se joga em seus pés evitando a abertura de contagem.
O segundo tempo começa com Baiano trocando passes com Moreno sem conseguir penetrar na muralha cruzmaltina. Cruzamento, confusão na pequena área do Náutico, Romário toca com o bico da chuteira e Rafael faz outro milagre. Ataque do Timbu e defesa tranqüila de Acácio. 13’ e Roberto pega a bola para bater uma falta. Olha para o gol, dá três passos para trás e chuta. O estádio em silêncio vê a bola se chocar contra o poste. No contra ataque Gallo tabela com Moreno que dribla um adversário e na saída de Acácio estufa o barbante: 1x0!
O Vasco se descontrola. Moreno cara a cara perde a chance de ampliar.
Logo depois é a vez de Baiano perder um gol incrível.
Quando parece que o Náutico vai fazer o segundo gol,
José de Assis Aragão encerra a peleja.
O Baixinho olha para Dinamite.
Na batalha entre os dois clubes que tiveram sua origem no remo?
A canoa que virou foi a do Bonde São Januário.

E pensar de que depois desse jogo o Náutico saiu apanhando de todo mundo, em casa e fora...Rio Branco/ES, Tuna Luso/Pa, Piauí/PI (PASMEM!!)... e só entrou na segunda fase graças a confusão que o Vasco fez (porque tb não se classificara) lá com o Manuel Tubino...
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