6 de jun. de 2012




Por ROBERTO VIEIRA






18 de maio de 1955.

Final de tarde no Aeroporto dos Guararapes.

A Sociedade Esportiva Palmeiras visita Recife pela primeira vez.

Graças aos esforços e patrocínio de Adamir Menezes, irmão de Ademir, o Queixada.

Adamir que era o supervisor para o Nordeste da Saturnia S/A Acumuladores Elétricos de São Paulo.

O Palmeiras é o convidado especial do Torneio Prefeito Djair Brindeiro.

Torneio comemorativo do cinquentenário do Sport Club Recife.

Completam o certame, o Náutico e o América-PE.

Na chegada em solo pernambucano, o dirigente rubro negro Divaldo Sanguinetti, em discurso, homenageia os visitantes.

Chefiando a delegação, Bruno Sacomanni agradece a homenagem.

Pela Rádio Panamericana, o locutor Salem Junior transmitirá em ondas curtas o evento.

Os paulistas chegam desfalcados de elementos importantes.

Ficaram em São Paulo, Liminha, Manoelito e Renato.

Também ficou em casa o zagueiro de um milhão de cruzeiros: Valdir, comprado à Ponte Preta.

Em compensação, o Palmeiras trazia Valdemar Fiúme, Jair Rosa Pinto e Humberto Tozzi.

Pra que mais?

A tabela reservou Sport x Palmeiras para a rodada final.

Antes do jogo, o Palmeiras venceu o Náutico por 3 x 1 e o América por 1 x 0.

O Sport goleou o Náutico por 5 x 2, mas empatou em 1 x 1 com o clube da Estrada do Arraial.

Basta o empate para assegurar o título ao tríplice coroado do futebol bandeirante.

25 de maio de 1955.

Chuva forte na Ilha do Retiro.

O Sport de Gentil Cardoso alinha Carijó; Moreira, Pedro Matos, Miguel e Pinheirense;

Wilson e Gringo;

Celly, Carlinhos, Soca e Eliezer.

O Palmeiras do técnico Ventura Cambom forma com Laércio; Nilo e Mário; Nicolau, Valdemar e Gérsio;

Elzo, Humberto, Ney, Jair e Rodrigues.

O primeiro tempo é jogado com cautela.

As defesas prevalecem.

Poucos lances de perigo.

Até que aos 37 minutos, a torcida emudece.

Falta na entrada da área.

Adivinha quem vai bater?

Jair Rosa Pinto desfere um petardo tão ao seu estilo.

Carijó voa por desencargo de consciência.

Palmeiras 1 x 0.

Porém, a festa palestrina durou pouco.

Dois minutos depois, Eliézer recebe livre e toca no canto de Laércio: 1 x 1.

Festa na Ilha.

Mas um jogo de futebol tem 90 minutos.

Aos 15' da etapa derradeira, Ney toca para Ivan que descobre Rodrigues livre.

No segundo seguinte a pelota chega ao artilheiro Humberto Tozzi.

Bola com Tozzi já tem endereço certo: Palmeiras 2 x 1.

Celly é substituído por Traçaia.

Na primeira jogada, Traçaia dribla dois palmeirenses e é tocado por Valdemar perto da risca de grande área.

Foi pênalti, não foi pênalti?

O árbitro Pedro Calil achou que não foi.

Palmeiras campeão do Quadrangular.

Ao contrário dos dias de hoje, Sport e Palmeiras se abraçaram no final do confronto.

A Sociedade Esportiva Palmeiras levou o troféu.

E voltou correndo para São Paulo. Tinha jogo contra a Lusa pelo Rio-São Paulo.

O Sport?

O Sport aguardava a chegada do próximo convidado da festa:

O Corinthians de Gilmar.

Mas aí já é outra história...





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