O antigo craque está morto.
O craque que xingava, esbravejava, golpeava os adversários.
Está morto.
O vestiário é humilde.
O fim respira nos seus ombros.
Mas os detalhes falam mais alto.
Ali não está um craque qualquer.
O cabelo brilhando brilhantina.
Os sapatos negros sociais.
Não.
Ali está Heleno.
O homem que fez os argentinos se ajoelharem:
"Fica!"
O homem que fez Armando Nogueira soletrar:
"Botafogo!"
Agora.
Em algum lugar do gramado do subúrbio.
Uma bola chora.
Uma mulher se mata.
Ambas.
De saudade...

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