11 de jan. de 2009



A primeira decisão terminou 2 x 2 contra a Cabense.

Ruim?

Não.

Bom?

Com nove jogadores e com o cronometrista cochilando?

Ah, já não existe cronometrista no futebol?

Desculpem.

Sou das antigas.

Chegando em casa, agarrei-me às estatísticas.

Refúgio de quem torce pelo Timbu em estaduais.

O Náutico nos anos em que se sagrou campeão pernambucano nunca perdeu o jogo de estréia.

Exceto em 1951.

Ou seja, ainda bem que a Cabense não forçou a barra.

Senão, vejamos.

Em 1934 uma difícil vitória sobre o Encruzilhada: 4x3.

Jogo suspenso.

1939 assistiu um clássico na estréia do alvirrubro.

Um clássico com vitória de 4x2 sobre o Santa Cruz.

Em 1945, goleada de 4x1 em cima do Great Western.

1950 foi contra o Íbis: 3x0.

A única derrota aconteceu em 1951, ante o Esporte: 1x3.

Mas foi uma derrota significativa.

O Esporte marchou na frente do campeonato até a espetacular virada do dia 22 de novembro.

O jogo em que o Náutico ganhou por 5x1 com 10 jogadores.

A virada que levou o time ao bicampeonato.

Foi um típico caso de mal que vem pro bem...

Prosseguindo, em 52 foi 2x0 no América.

1954 e novamente Great Western, 2x0.

Em 1960 um massacre; 8x0 no Íbis.

1963 foi o ano da estréia do Centro Limoeirense.

Ganhamos de 2x0 com gols de China.

1964, um empate: 2x2 com o Central.

Seguido de mais um 2x2 com o América.

O resto foi festa.

1965 metemos 7x1 no Ferroviário.

1966 foi 6x1 no Íbis.

1967 trouxe um estranho empate em 0x0 com o Santo Amaro.

Não era o dia.

1968, 3x0 no Santo Amaro.

Os anos se passaram até o 3x0 no Íbis em 1974.

Em 1984 no dia 3 de junho 8x0 sobre o Ferroviário no Arruda.

3x0 no Sete de Setembro em 1985.

E o 3x1 no América em 1989.

No século XXI tivemos a vitória sobre o Vitória por 2x1 em 2001.

Jogo dramático, por sinal.

Em 2002 um 4x3 contra o Intercontinental.

E em 2004, um empate de 2x2 com o Petrolina, quando a equipe já comemorava a vitória.

E pior, seguido por uma derrota por 2x1 para o Porto.

Caso o Timbu perdesse, teria um tabu cinquentenário pela frente.

O empate não é tão ruim.

Lembra 1964.

Lembra 2004.


O artigo seria impossível sem a colaboração do grande alvirrubro Carlos Celso Cordeiro



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