A primeira decisão terminou 2 x 2 contra a Cabense.
Ruim?
Não.
Bom?
Com nove jogadores e com o cronometrista cochilando?
Ah, já não existe cronometrista no futebol?
Desculpem.
Sou das antigas.
Chegando em casa, agarrei-me às estatísticas.
Refúgio de quem torce pelo Timbu em estaduais.
O Náutico nos anos em que se sagrou campeão pernambucano nunca perdeu o jogo de estréia.
Exceto em 1951.
Ou seja, ainda bem que a Cabense não forçou a barra.
Senão, vejamos.
Em 1934 uma difícil vitória sobre o Encruzilhada: 4x3.
Jogo suspenso.
1939 assistiu um clássico na estréia do alvirrubro.
Um clássico com vitória de 4x2 sobre o Santa Cruz.
Em 1945, goleada de 4x1 em cima do Great Western.
1950 foi contra o Íbis: 3x0.
A única derrota aconteceu em 1951, ante o Esporte: 1x3.
Mas foi uma derrota significativa.
O Esporte marchou na frente do campeonato até a espetacular virada do dia 22 de novembro.
O jogo em que o Náutico ganhou por 5x1 com 10 jogadores.
A virada que levou o time ao bicampeonato.
Foi um típico caso de mal que vem pro bem...
Prosseguindo, em 52 foi 2x0 no América.
1954 e novamente Great Western, 2x0.
Em 1960 um massacre; 8x0 no Íbis.
1963 foi o ano da estréia do Centro Limoeirense.
Ganhamos de 2x0 com gols de China.
1964, um empate: 2x2 com o Central.
Seguido de mais um 2x2 com o América.
O resto foi festa.
1965 metemos 7x1 no Ferroviário.
1966 foi 6x1 no Íbis.
1967 trouxe um estranho empate em 0x0 com o Santo Amaro.
Não era o dia.
1968, 3x0 no Santo Amaro.
Os anos se passaram até o 3x0 no Íbis em 1974.
Em 1984 no dia 3 de junho 8x0 sobre o Ferroviário no Arruda.
3x0 no Sete de Setembro em 1985.
E o 3x1 no América em 1989.
No século XXI tivemos a vitória sobre o Vitória por 2x1 em 2001.
Jogo dramático, por sinal.
Em 2002 um 4x3 contra o Intercontinental.
E em 2004, um empate de 2x2 com o Petrolina, quando a equipe já comemorava a vitória.
E pior, seguido por uma derrota por 2x1 para o Porto.
Caso o Timbu perdesse, teria um tabu cinquentenário pela frente.
O empate não é tão ruim.
Lembra 1964.
Lembra 2004.
O artigo seria impossível sem a colaboração do grande alvirrubro Carlos Celso Cordeiro
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