Por ROBERTO VIEIRA
Muitas foram as fórmulas de disputa do campeonato pernambucano. Desde o supercampeonato de 1915, até o histriônico torneio de 2008. 93 anos de experiências e inexperiências. Pra tudo se acabar na quarta-feira de Náutico, Sport e Santa Cruz.
Pois desde 1944, o campeão já se sabe na véspera:
Será um dos 3 grandes.
Nada de mais se o torneio fosse de tiro curto. Um tributo à história. Porém, razões extra-campo, exigem um torneio longo. Doze equipes fingindo que podem ser campeãs. Os grandes começando o campeonato sem pré-temporada. Jogos intercalados com a Copa do Brasil. E nesse ano, pior, intercalados também com a Libertadores.
Pobre futebol pernambucano.
Futebol é o que menos se vê no campeonato pernambucano.
Querem emoção? Façam um turno classificatório. As nove equipes que nunca ganham nada, jogam entre si. As três primeiras colocadas habilitam-se para o turno final. Contra os grandes. Turno e returno. Dez datas nos finais de semana. Se necessário, uma para a final.
Digo três equipes, mas o ideal seria apenas uma.
E pronto.
Os egos estão preservados. Alguma emoção existe. A tradição resiste. Temos clássico. Fatura-se o 'Todos com a Nota'. E os grandes vão prestar atenção no que interessa:
Serem grandes também nacionalmente.
No mais, chega de faz-de-conta. Chega de amadorismo suicida. Se até mesmo o frevo aprendeu suas lições de marketing e chegou no século XXI, tenham a santa paciência!
Está na hora de dar uma vassourinha nas teias de aranha dos eleven pernambucanos...

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