10 de dez. de 2008






Muitos vascaínos imaginam:

O dia 7 de dezembro de 2008 foi a maior tragédia da história de São Januário.

Engano.

7 de dezembro foi um dia triste, apenas.

A maior tragédia de São Januário ocorreu em outro dezembro.

O 30 de dezembro de 2000.

A final entre Vasco e São Caetano da Copa João Havelange.

São Januário estava superlotado.

Dois dias antes da final, a agência Estado alertara:

'O deputado federal Eurico Miranda distribuiu centenas de convites aos seus cabos eleitorais'.

Eurico Miranda, deputado e vice-presidente do clube vascaíno.


Cento e trinta pessoas ficaram feridas na queda do alambrado às 16h35.

Três em estado grave.

O vice-presidente vascaíno ficou possesso.

"Recomecem o jogo! Recomecem o jogo!"

Indiferente ao vermelho de sangue espalhado no gramado.

"O governador é um frouxo!"

Afirmava o deputado.

Pois o então governador, Anthony Garotinho, recusou-se a reiniciar a partida.

Aquela sim, foi a maior tragédia de São Januário.

Tragédia emblemática, apesar dos gols de Romário, Euller e Juninho.

Tragédia premonitória.

O que ocorreu domingo passado foi uma derrota do futebol.

Sem sangue.

Apenas choro, vela e orgulho ferido.

Nada que um gol não possa cicatrizar...




0 comentários:

Postar um comentário

Comentários