Muitos vascaínos imaginam:
O dia 7 de dezembro de 2008 foi a maior tragédia da história de São Januário.
Engano.
7 de dezembro foi um dia triste, apenas.
A maior tragédia de São Januário ocorreu em outro dezembro.
O 30 de dezembro de 2000.
A final entre Vasco e São Caetano da Copa João Havelange.
São Januário estava superlotado.
Dois dias antes da final, a agência Estado alertara:
'O deputado federal Eurico Miranda distribuiu centenas de convites aos seus cabos eleitorais'.
Eurico Miranda, deputado e vice-presidente do clube vascaíno.
Cento e trinta pessoas ficaram feridas na queda do alambrado às 16h35.
Três em estado grave.
O vice-presidente vascaíno ficou possesso.
"Recomecem o jogo! Recomecem o jogo!"
Indiferente ao vermelho de sangue espalhado no gramado.
"O governador é um frouxo!"
Afirmava o deputado.
Pois o então governador, Anthony Garotinho, recusou-se a reiniciar a partida.
Aquela sim, foi a maior tragédia de São Januário.
Tragédia emblemática, apesar dos gols de Romário, Euller e Juninho.
Tragédia premonitória.
O que ocorreu domingo passado foi uma derrota do futebol.
Sem sangue.
Apenas choro, vela e orgulho ferido.
Nada que um gol não possa cicatrizar...



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