Por ROBERTO VIEIRA
O futebol brasileiro deveria ser empresa capitalista.
Neoliberal.
Atividade de risco.
Perdeu?
Dançou.
Porém, a cultura dos dirigentes e das torcidas negam a iniciativa privada.
O empreendedorismo.
Urram paquidérmicos pela intervenção estatal.
"Me dá um patrocínio, aí!"
O Flamengo segue bancado pela Petrobrás.
Petrobrás que começou no esporte em 1956, com o automobilismo.
Fato dentro da lógica.
Petrobrás que descobriu o pré-sal na Gávea anos anos 80.
Como um Estado Novo nas entranhas da Nova República.
Nada contra o Flamengo, clube mais popular do Brasil.
Mas a Petrobrás é empresa de TODOS os brasileiros.
Não apenas dos flamenguistas.
Agora, a Eletrobrás sacode 14 milhões de reais nos cofres do Vasco.
Como socorro ao clube rebaixado para a Série B.
Nada contra o Vasco da Gama.
Mas a Eletrobrás deveria ter coisa melhor pra fazer.
Ao mesmo tempo, em todo o Brasil, governos financiam clubes falidos.
Todos com a nota.
Sem transparência.
Financiam com o dinheiro do contribuinte.
Do que torce e do que está pouco se lixando pro futebol.
Dinheiro surrupiado de escolas, hospitais e da segurança pública.
Tudo errado.
Capitalismo sem risco é populismo.
Jogo de cartas marcadas.
Piada sem graça.
Se alguém quer jogar futebol?
Compre a bola.
Viva com suas próprias chuteiras.
Ou então, criem uma nova estatal.
A Futebrás.
Assumam que o futebol brasileiro é um bezerro desmamado.
Sonhando com as tetas do Real Erário...

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