12 de dez. de 2008



Por ROBERTO VIEIRA


O futebol brasileiro deveria ser empresa capitalista.

Neoliberal.

Atividade de risco.

Perdeu?

Dançou.

Porém, a cultura dos dirigentes e das torcidas negam a iniciativa privada.

O empreendedorismo.

Urram paquidérmicos pela intervenção estatal.

"Me dá um patrocínio, aí!"

O Flamengo segue bancado pela Petrobrás.


Petrobrás que começou no esporte em 1956, com o automobilismo.

Fato dentro da lógica.

Petrobrás que descobriu o pré-sal na Gávea anos anos 80.

Como um Estado Novo nas entranhas da Nova República.

Nada contra o Flamengo, clube mais popular do Brasil.

Mas a Petrobrás é empresa de TODOS os brasileiros.

Não apenas dos flamenguistas.

Agora, a Eletrobrás sacode 14 milhões de reais nos cofres do Vasco.


Como socorro ao clube rebaixado para a Série B.

Nada contra o Vasco da Gama.

Mas a Eletrobrás deveria ter coisa melhor pra fazer.

Ao mesmo tempo, em todo o Brasil, governos financiam clubes falidos.

Todos com a nota.

Sem transparência.

Financiam com o dinheiro do contribuinte.

Do que torce e do que está pouco se lixando pro futebol.

Dinheiro surrupiado de escolas, hospitais e da segurança pública.

Tudo errado.

Capitalismo sem risco é populismo.

Jogo de cartas marcadas.

Piada sem graça.

Se alguém quer jogar futebol?

Compre a bola.

Viva com suas próprias chuteiras.

Ou então, criem uma nova estatal.

A Futebrás.

Assumam que o futebol brasileiro é um bezerro desmamado.

Sonhando com as tetas do Real Erário...


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