Depois de 33 anos, posso escrever:
Foi uma arbitragem infeliz.
Sebastião Rufino teve dias melhores com o apito.
Houve pressão nos bastidores.
Mas ele não era juiz de dar ouvido à pressão.
Estava apenas numa jornada de rara infelicidade.
O que impediu o campeonato de 1975 de tornar-se mítico.
Como o de 1957.
Outra verdade também merece ser dita:
O Sport jogava sua existência naqueles 90 minutos.
Como se viu nos anos seguintes, caso fosse derrotado, a Ilha viria abaixo.
Literalmente.
1975 era o 2001 do Sport.
O investimento na Seleção do Nordeste era inviável.
O jogo foi transmitido para todo o estado.
Estádio quase vazio.
O governador Moura Cavalcanti era rubro negro.
A Federação sonhava com o fim do jejum bíblico.
Mas o Náutico tinha um timaço.
E a balança começou a pender para o lado Timbu.
Mesmo depois do gol solitário de Assis Paraíba.
Vasconcelos e Jorge Mendonça jogando o fino.
Paraguaio sendo expulso.
Por gentilezas verbais.
Gentilezas que depois não expulsaram Juca Show.
Juca Show que foi muito mais gentil que Paraguaio.
Com 10 homens, o Náutico encosta o Sport no paredão.
Gol anulado de Dedeu.
Pênalti não marcado em São Jorge.
Hoje é história.
O Sport vestiu a faixa de 20 vezes campeão.
Porém, até a revista Placar foi, desculpem o trocadilho:
Implacável!
[IMAGEM]
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