24 de dez. de 2008



Depois de 33 anos, posso escrever:

Foi uma arbitragem infeliz.

Sebastião Rufino teve dias melhores com o apito.

Houve pressão nos bastidores.

Mas ele não era juiz de dar ouvido à pressão.

Estava apenas numa jornada de rara infelicidade.

O que impediu o campeonato de 1975 de tornar-se mítico.

Como o de 1957.

Outra verdade também merece ser dita:

O Sport jogava sua existência naqueles 90 minutos.

Como se viu nos anos seguintes, caso fosse derrotado, a Ilha viria abaixo.

Literalmente.

1975 era o 2001 do Sport.

O investimento na Seleção do Nordeste era inviável.

O jogo foi transmitido para todo o estado.

Estádio quase vazio.

O governador Moura Cavalcanti era rubro negro.

A Federação sonhava com o fim do jejum bíblico.

Mas o Náutico tinha um timaço.

E a balança começou a pender para o lado Timbu.

Mesmo depois do gol solitário de Assis Paraíba.

Vasconcelos e Jorge Mendonça jogando o fino.

Paraguaio sendo expulso.

Por gentilezas verbais.

Gentilezas que depois não expulsaram Juca Show.

Juca Show que foi muito mais gentil que Paraguaio.

Com 10 homens, o Náutico encosta o Sport no paredão.

Gol anulado de Dedeu.

Pênalti não marcado em São Jorge.

Hoje é história.

O Sport vestiu a faixa de 20 vezes campeão.

Porém, até a revista Placar foi, desculpem o trocadilho:

Implacável!

[IMAGEM]



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