27 de nov. de 2008






Por ROBERTO VIEIRA


Anos atrás, no auge do domínio rubro negro em Pernambuco, uma proposta do advogado alvirrubro José Paulo Cavalcanti Filho abalou tricolores e timbus do estado:

"Que tal juntar Náutico e Santa Cruz?"

Não fosse Cavalcanti tão apaixonado pelo Náutico, decerto estaria fazendo companhia ao seu ídolo Fernando Pessoa.

As brigas internas do Sport e a própria dinâmica do futebol deixaram a idéia morrer a míngua.

Mas a idéia era prática comum no Paraná.

Inclusive, chegou a mexer com a cabeça dos atleticanos.

Em 1975, o Coritiba mandava no futebol local.

O massacre era de tal ordem que foi lançada uma idéia:

"Vamos criar o Colorético!"

Colorético que seria uma união do Atlético-PR e do Colorado.


Ambos vizinhos na Rua Engenheiro Rebouças.

Colorado que já era resultado da fusão de Britânia, Palestra e Ferroviário em 1971.

Atlético que surgiu do casamento do América com o Internacional em 1924.

O Colorado tinha o patrimônio.

O Atlético?

A torcida.

Quis o tempo, a idéia também morresse à míngua.

Graças ao homem lá em cima.

Ou então, poderiamos estar assistindo no domingo a um jogo de nome paquidérmico:

Santáutico x Colorético!

Não ia dar certo...




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