
Por ROBERTO VIEIRA
Anos atrás, no auge do domínio rubro negro em Pernambuco, uma proposta do advogado alvirrubro José Paulo Cavalcanti Filho abalou tricolores e timbus do estado:
"Que tal juntar Náutico e Santa Cruz?"
Não fosse Cavalcanti tão apaixonado pelo Náutico, decerto estaria fazendo companhia ao seu ídolo Fernando Pessoa.
As brigas internas do Sport e a própria dinâmica do futebol deixaram a idéia morrer a míngua.
Mas a idéia era prática comum no Paraná.
Inclusive, chegou a mexer com a cabeça dos atleticanos.
Em 1975, o Coritiba mandava no futebol local.
O massacre era de tal ordem que foi lançada uma idéia:
"Vamos criar o Colorético!"
Colorético que seria uma união do Atlético-PR e do Colorado.
Ambos vizinhos na Rua Engenheiro Rebouças.
Colorado que já era resultado da fusão de Britânia, Palestra e Ferroviário em 1971.
Atlético que surgiu do casamento do América com o Internacional em 1924.
O Colorado tinha o patrimônio.
O Atlético?
A torcida.
Quis o tempo, a idéia também morresse à míngua.
Graças ao homem lá em cima.
Ou então, poderiamos estar assistindo no domingo a um jogo de nome paquidérmico:
Santáutico x Colorético!
Não ia dar certo...

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