
Por ROBERTO VIEIRA
Hoje é o dia da bandeira.
Dito assim, parece simples.
Mas não é.
A bandeira é a representação da nossa paixão.
Para os pernambucanos, a bandeira é lembrança de 1817.
Para os mineiros, a lembrança de Tiradentes.
Para os brasileiros, a lembrança de uma casa real.
Que se há de fazer?
Esquecer a casa real e lembrar das nossas matas.
Incendiadas.
Do nosso ouro.
Levado para as igrejas do Velho Mundo.
Ou nosso céu azul.
Em pleno buraco de ozônio.
E o branco? A paz perdida na violência do dia-a-dia.
Resta apenas a inverdade de Augusto Conte.
Pois o progresso só existe na entropia.
Nunca, na ordem.
Mas quem sabe, hoje também pode ser o dia de outras bandeiras.
As bandeiras tricolores.
As bandeiras rubro negras.
As bandeiras azuis, verdes, preto no branco.
As bandeiras do futebol.
Aquelas bandeiras que a gente carregava orgulhoso na infância.
Símbolo augusto do melhor time do mundo:
O nosso!
Não importava o tamanho da bandeira.
As cores desbotadas.
O tecido carcomido pelo tempo.
Só importava a bandeira no vento.
Todos nós tinhamos a nossa bandeira drummoniana.
Bandeira da nossa pátria nos campos de futebol.
Hoje é o dia da bandeira.
Comemorem pois.
Vão até o armário, até a memória e beijem o pavilhão sagrado.
Ergam bem alto na imaginação.
Pois todo homem é criança na paixão.
Independente de credo.
Independente de clube.
Agora, que o pavilhão alvirrubro de Rosa e Silva é hors concours, está fora de discussão!
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