19 de nov. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

Hoje é o dia da bandeira.

Dito assim, parece simples.

Mas não é.

A bandeira é a representação da nossa paixão.

Para os pernambucanos, a bandeira é lembrança de 1817.

Para os mineiros, a lembrança de Tiradentes.

Para os brasileiros, a lembrança de uma casa real.

Que se há de fazer?

Esquecer a casa real e lembrar das nossas matas.

Incendiadas.

Do nosso ouro.

Levado para as igrejas do Velho Mundo.

Ou nosso céu azul.

Em pleno buraco de ozônio.

E o branco? A paz perdida na violência do dia-a-dia.

Resta apenas a inverdade de Augusto Conte.

Pois o progresso só existe na entropia.

Nunca, na ordem.

Mas quem sabe, hoje também pode ser o dia de outras bandeiras.

As bandeiras tricolores.

As bandeiras rubro negras.

As bandeiras azuis, verdes, preto no branco.

As bandeiras do futebol.

Aquelas bandeiras que a gente carregava orgulhoso na infância.

Símbolo augusto do melhor time do mundo:

O nosso!

Não importava o tamanho da bandeira.

As cores desbotadas.

O tecido carcomido pelo tempo.

Só importava a bandeira no vento.

Todos nós tinhamos a nossa bandeira drummoniana.

Bandeira da nossa pátria nos campos de futebol.

Hoje é o dia da bandeira.

Comemorem pois.

Vão até o armário, até a memória e beijem o pavilhão sagrado.

Ergam bem alto na imaginação.

Pois todo homem é criança na paixão.

Independente de credo.

Independente de clube.

Agora, que o pavilhão alvirrubro de Rosa e Silva é hors concours, está fora de discussão!


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