6 de out. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA



As Ilhas Salomão são um país pobre e dividido etnicamente.

Um país analfabeto.

Uma das poucas alegrias nas Ilhas Salomão são os garotos de Kurukuru.

Os campeões de Futsal da Oceania.

Campeões que foram massacrados pelo Brasil de Falcão: 21 x 0.

Sem dar um pontapé. Sorrindo e tirando fotos com seus ídolos brasileiros.

Nesta segunda-feira, os garotos de Kurukuru sofreram a maior goleada da história dos mundiais de Futsal: 31 x 2 contra a Rússia.

Dignos.

Correndo do início ao fim do jogo. Heróicos.

Lembrando que do outro lado do mundo alguém torcia por eles.

Pergunto o que aconteceria a um time brasileiro ou argentino perdendo de 31 x 2.

Haveria sangue em campo.

Gritos, socos e pontapés. Um conflito generalizado.

Os garotos de Kurukuru chegaram no Brasil para aprender sobre o Futsal.

Para compreender a tática e a técnica dos melhores jogadores do mundo.

Mas em sua simplicidade, em sua luta para continuar de pé, em seu respeito pelos torcedores presentes ao Ginásio Nilson Nelson.

Em sua ingenuidade repleta de honra.

Os garotos de Kurukuru terminaram por ensinar uma profunda lição de respeito e humildade.

Duas palavras que vão muito além das quatro linhas de uma quadra de Futsal.

Muito além do que se convencionou chamar de esporte...




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