24 de out. de 2008



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O texto acima merece entrar na antologia.

Antologia dos Textos Alvirrubros.

Em 1997, a CBF tramou a virada de mesa.

A volta de Bragantino e Fluminense à primeira divisão.

O novo banquete do Clube dos 13.

O perdão do imperdoável esquema do Atlético-PR.

Atlético-PR que merecia a terceira divisão.

Pois bem.

Um grupo de políticos nordestinos lutou pela entrada do Náutico na primeira divisão.

O que seria mais uma maracutaia.

Enquanto os apaixonados aplaudiam a manobra, uma voz se ergue.

O Conselheiro Timbu Edgar Mattos escreve um belo artigo no Jornal do Commercio.

Artigo que adverte sobre a dignidade de um clube.

"Sou do tempo em que os méritos das conquistas desportivas se deviam, única e exclusivamente, a raça e a habilidade dos atletas em campo."

"Por isso, nordestino e alvirrubro, sinto-me desta feita, até orgulhoso e feliz com a discriminação 'sofrida' pelo Náutico..."

E completa, como um Joaquim Nabuco redivivo:

"Não gostaria de ver meu clube apontado, nacionalmente, como um dos campeões da indignidade..."

Muitos acharão o texto perdido no tempo.

Pois os tempos são de vale-tudo.

Mas são textos como o de Edgar Mattos que tornam um clube grande.

Um clube eterno!



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