8 de out. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA


Decidiram que o dia 8 de outubro seria o dia dos nordestinos.

Talvez pelo nascimento de Catulo da Paixão Cearense.

Como lembrança do luar do sertão. Talvez.

Nordestino que é tido por muitos como preguiçoso e ignorante.

Um indivíduo coronelizado desde o cordão umbilical.

Nordestino mestiço apontado como responsável pelo atraso do Brasil.

Antípoda do imigrante europeu e asiático.

Embora imigrante seja um só povo. Triste e pobre. Mitigante.

Basta assistir o belo e esclarecedor Novecento de Bertolucci.

Para o bem ou para o mal, 3,5 milhões de nordestinos habitam São Paulo, a metrópole deste país.

Outros tantos estão no sul, no centro-oeste, no norte, no estrangeiro.

Pra quem não gosta dos nordestinos, resta lamentar. Todos somos brasileiros.

Pra quem gosta, hoje é o dia de uma cachacinha ou batida de caju. Tapioca e queijo de coalho são imprescindíveis.

Hoje é dia de ouvir Luís Gonzaga ou Djavan. Ler Graciliano Ramos ou Jorge Amado.

Sonhar com os quadros de João Câmara. Os causos de Câmara Cascudo.

Lembrar da seleção nordestina de todos os tempos.

Seleção que foi toda jogar no estrangeiro, como a de Dunga:

Manga; Toninho, Ricardo Rocha, Fausto e Marinho Chagas; Juninho Pernambucano (Dequinha) e Clodoaldo; Nado, Vavá, Ademir Menezes e Canhoteiro.

O técnico pode ser Zagalo. Qualquer coisa ele veste uma camisa e entra em campo.

O chefe da delegação?

Rubem Moreira assessorado de perto pelo Coronel Chico Heráclito.

O hino?

O hino sempre será Asa Branca...



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