14 de set. de 2008



Aflitos. Campeonato Pernambucano. Náutico x Cabense, 2008


Um homem é o que ele pensa que é, disse certa vez um filósofo.

Se um homem acorda e dorme se imaginando uma besta quadrada, ele será uma besta quadrada.

Se dorme e acorda tremendo de medo, vira um covarde, um poltrão.

Se ele dorme e acorda se imaginando um gênio, um pirata, alguém vai acabar acreditando nisso.

Assim como um homem é um time de futebol.

Pois um time de futebol nada mais é que um grupo de homens. Como uma legião romana.

Quantas batalhas Roma vencia somente pelo barulho de suas lanças?

Quantas nações se rendiam somente com o branco do cavalo de Napoleão e Alexandre?

Quantas cidades não pagavam o resgate apenas com a visão do Barba Negra?

O Náutico de hoje não é pior nem melhor que o Náutico de ontem.

Ele apenas não teve o espírito de pau-de-arara.

Teve a ousadia dos canalhas, a empáfia dos que acreditam em si.

Roberto Fernandes não é um semideus. Tem inúmeras falhas.

Mas ele é um chato de galocha. Um cara metido a ganhar fora de casa. Um nordestino com alma de corsário.

Meus amigos!

Chega de ser saco de pancada. Chega de ser submisso. Chega de ficar de joelhos.

Sejamos canalhas Rodrigueanos.

Canalhas da melhor estirpe.

O mundo é dos canalhas Rodrigueanos. O mundo é dos que acreditam em si acima de todas as coisas.

Jogadores do Náutico, dirigentes, torcedores, Roberto Fernandes.

Não sonhem com migalhas.

Sonhem com a pilhagem completa.

Sonhem com a vitória, e a vitória virá, de braços abertos.

Amante, escrava, rastejando ante suas chuteiras.

No futebol e na vida, a gente respeita os craques.

Mas dentro de campo, nos noventa minutos da vida, a gente deve sempre ser mais a gente!

Que venha o Atlético-MG!

Os Piratas dos Aflitos estão armados até os dentes!


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