13 de set. de 2008




O artilheiro.

Esse ser mitológico vagando em campo inaccesível.

Exilado em mundo de concreto e cravos.

A mercê de um golpe do destino, falha.

Um centésimo de segundo fatal na antesala da eternidade.

Porque a eternidade é o gol.

Essa brincadeira de criança lembrada séculos e séculos depois pelas ruas de Roma.

Quando já não existe o artilheiro.

Apenas a lembrança de um domingo de sol em que fomos felizes.

Ou infelizes, por suposto.

Pois a felicidade de alguém no futebol é o seu oposto.

Reside na lágrima do próximo...



* Na foto, Toninho Guerreiro, ao lado de Pelé. Pentacampeão paulista, esquecido em 1966 e 70. Toninho que partiu cedo aos 48 anos, longe dos campos, longe dos aplausos.


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