O artilheiro.
Esse ser mitológico vagando em campo inaccesível.
Exilado em mundo de concreto e cravos.
A mercê de um golpe do destino, falha.
Um centésimo de segundo fatal na antesala da eternidade.
Porque a eternidade é o gol.
Essa brincadeira de criança lembrada séculos e séculos depois pelas ruas de Roma.
Quando já não existe o artilheiro.
Apenas a lembrança de um domingo de sol em que fomos felizes.
Ou infelizes, por suposto.
Pois a felicidade de alguém no futebol é o seu oposto.
Reside na lágrima do próximo...
* Na foto, Toninho Guerreiro, ao lado de Pelé. Pentacampeão paulista, esquecido em 1966 e 70. Toninho que partiu cedo aos 48 anos, longe dos campos, longe dos aplausos.

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