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Algumas manchetes exigem uma reflexão.
Até onde vai o amor por um clube?
A paixão?
Pelo visto, vai além da notícia.
E a paixão clubistíca se veste de folclore.
Como entender a matéria acima do Diário de Pernambuco do dia 23 de setembro de 1954?
Paixão?
Folclore?
Julgue como achar melhor.
O Clube Náutico Capibaribe foi até a Ilha do Retiro para a final do estadual de voleibol.
Cara, coragem e técnica.
Em sua maioria, aspirantes. Enfrentando o poderoso Jets.
O Náutico vence o primeiro set por 16 x 14. No tie break.
Perde o segundo por 14 x 16. Com o Jets sendo ovacionado pela torcida rubro negra.
E consegue forças no terceiro e decisivo set para esmagar o adversário e a torcida por 15 x 8.
Silenciando o clube da Praça da Bandeira.
O Sport vencera a preliminar e torcia por um tropeço Timbu para levantar o título.
Torcia.
Porque Aldo, Heraldo, Edir, Paulo, Miro e Carlos não eram o time de Bernardinho.
Eram de ouro.
No dia seguinte, a tristeza ao abrir o Diário.
Na manchete, em foto descomunal o editor coloca o... Sport, vice-campeão.
Logo abaixo, a foto em menor relevo do Clube Náutico Capibaribe.
Algumas manchetes exigem uma reflexão.
Até onde vai o amor por um clube?
A paixão?
Pelo visto, vai além da notícia.
E a paixão clubistíca se veste de folclore.
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