19 de set. de 2008




Em 1972, o campeão brasileiro chega no Recife.

No gol, Mazurkiewicz (FOTO), um dos 3 melhores do mundo.

Escada de Pelé na Copa de 70 em um lance antológico.

No ataque, Dario.

No banco, Telê Santana. Reclamando do atraso do Galo no Galeão.

O Náutico tem Lula, Gena, Paraguaio e Vasconcelos.

O que foi e o que ainda seria.

Todos esperavam a vitória do campeão brasileiro.

Todos, menos a torcida alvirrubra.

O Náutico vinha de vitória sobre Sergipe e Vitória. Empate com o Bahia.

E o Náutico do técnico Gradim nem tomou conhecimento de Mazurkiewicz.

A noite foi dos ponteiros.

Dedeu enlouqueceu Oldair e Vantuir. Bola debaixo das pernas. Drible da vaca.

Os cravos das chuteiras vinham e Dedeu já tinha passado.

Do outro lado, carnaval fora de época.

Elói deitava e rolava em cima de Grapete.

Dedeu marcou dois. E podia ter marcado muito mais.

Elói completou o marcador: 3 x 0!

O campeão brasileiro voltou depenado para Minas Gerais.

Telê Santana quase endoideceu. Ou seria 'endoidedeu'?

Dario passou em brancas nuvens.

E Dedeu?

Dedeu recebeu um moto-rádio de presente como o melhor em campo.

Na hora da entrevista cometeu uma das suas mais famosas frases:

"Obrigado pelo presente, agora só falta comprar uma moto pra poder ouvir o rádio!"



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