
Alguns comentaristas exclamam:
"Roberto Fernandes não pode fazer milagres com o elenco que possui!"
E completam, entusiasmados:
"Não tem Sidny nem Júlio César! Não tem Elicarlos nem Daniel Paulista! Não tem Acosta!"
Quanto esquecimento, meu Deus!
Quanta saudade de Barbosa Lima Sobrinho! Decano jornalista. E Timbu!
OK. Vamos aos fatos.
Quando Roberto Fernandes chegou ano passado, o Náutico era um navio fantasma.
Seus jogadores não valiam um tostão furado.
A crônica esportiva esculhambava com o elenco. 3x4.
A torcida urrava nas arquibancadas:
"Queremos jogador! Queremos jogador!"
E aos poucos, o Náutico se refez.
Sidny virou Nelinho.
Júlio César? Imperador!
Elicarlos, um volante clássico, sem faltas.
Daniel Paulista foi tão longe que está quase em Bucareste.
Geraldo e Acosta se tornaram unha e carne.
O Timbu brilhou num campeonato nacional como jamais tinha acontecido.
Alto lá, meus senhores de microfone em punho.
Os jogadores que hoje são lembrados e festejados por vocês eram argila.
Pó.
Biodegradáveis.
O Náutico de ontem era igual ou pior que o time atual.
Eduardo e Wagner estão aí.
Felipe, também.
Se outro milagre virá? Não sei.
Não tenho uma bola de cristal.
Mas trabalho sério sempre será benvindo em Rosa e Silva.
Se o Náutico recomeçar a vencer.
Ticão vira craque.
Helton, Pelé.
Gilmar, se naturaliza uruguaio.
A vitória transforma os homens e as opiniões mais rápido que a velocidade da luz.
Quanto ao protesto nos Aflitos?
Pipoca é coisa de cinema.
Fogos, coisa de São João.
Violência não leva a nada.
Passei na frente da sede e pensei que estavam comemorando a partida de Pintado...
Quando vi que era briga, dei meia volta.
Briga eu quero ver. Em campo!
Torcedor do Náutico não sacode pipoca nem briga com jogador.
Imaginem o Barbosa Lima Sobrinho sacudindo milho em Rosa e Silva!
Jamais...
0 comentários:
Postar um comentário
Comentários