7 de ago. de 2008





Novamente as Olimpíadas abraçam uma ditadura. Como em 1936 em Berlim. Como em 1980 em Moscou.

Quando as delegações desfilarem em Pequim, os ecos da Marcha da Homenagem de Wagner serão ouvidos nas arquibancadas. Impunes.

Novamente um país que censura seus intelectuais.

Um país que violenta suas minorias.

Um país que proíbe a liberdade religiosa.

Um país que esteriliza suas mulheres pela força ganha o direito de propagandear o ideal olimpíco.

Alguns dirão: "Hitler não está lá!"

Verdade.

Mas a Noite dos Cristais habita a Praça da Paz Celestial.

Líderes de todo o mundo chegam para os apertos de mão. Para as rodadas de negócio. Para os salamaleques políticos.

O dinheiro justifica o sangue derramado, a tortura, o terror.

Enquanto isso, telejornais de todo mundo aguardam um novo Jesse Owens.

Um vulto negro que simbolize a justiça, a vitória sobre o preconceito social, a honra.

Um herói que mantenha a esperança na liberdade final do ser humano.

Um herói que coloque em segundo plano as falcatruas dos dirigentes esportivos.

Novamente as Olimpíadas abraçam uma ditadura. Como em 1936 em Berlim. Como em 1980 em Moscou.

Quando as delegações desfilarem em Pequim, os ecos da Marcha da Homenagem de Wagner serão ouvidos nas arquibancadas.

E quem sabe Jacques Rogge seja indicado ao Nobel da Paz pelo presidente Hu Jintao.

Como Pierre de Coubertin, indicado ao Nobel da Paz de 1936. Pelos nazistas.


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