
O Grêmio teve a sorte dos campeões. A sorte que bafeja a camisa tricolor desde o final dos anos 70.
Porque antes era só saudade de Aírton.
O Náutico teve o azar dos rebaixados. O azar que batiza os alvirrubros nos últimos quarenta anos.
Não fosse o futebol um esporte de azar, as palavras acima soariam vazias.
Pois o Grêmio tenta fazer tudo certo para ganhar os títulos.
E o Náutico tenta fazer tudo errado para no fim dar certo.
Hoje, o personagem do jogo foi o nosso terceiro goleiro.
O Deivid que sabe pegar, mas não esperava jogar nem tão cedo.
Pois é. Quando menos se espera é quando acontecem as coisas.
Deivid entrou com medo, apavorado, em pânico.
Nostradamus já falava na antiguidade: Todo grande time começa com um grande arqueiro.
Os dirigentes do Náutico não acreditam nas centúrias.
Problema deles e dor de cabeça nossa.
Mas eu quero terminar dizendo outra coisa.
Em sua finitude, em seus erros, em sua caminhada rumo ao cadafalso, o Náutico foi bravo.
Kuki e Felipe lutaram como Davis, não Deivids, contra os Golias gaúchos.
Saí de campo feliz em ver novamente a dupla que me deu tantas alegrias.
A todo o elenco, meu muito obrigado!
Vocês nesta noite dignificaram o padrão de Rosa e Silva.
Mesmo com a atuação parcimoniosa do excelentíssimo juiz.
Mas o Náutico teve o azar dos rebaixados.
O azar dos inconsequentes.
O azar dos que só fecham a porta depois de roubados.
O mesmo azar que vão reinvidicar em outa praça de esportes de Pernambuco.
O Arruda...
A quem acredita em azar, meus pêsames.
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