24 de ago. de 2008





O Grêmio teve a sorte dos campeões. A sorte que bafeja a camisa tricolor desde o final dos anos 70.

Porque antes era só saudade de Aírton.

O Náutico teve o azar dos rebaixados. O azar que batiza os alvirrubros nos últimos quarenta anos.

Não fosse o futebol um esporte de azar, as palavras acima soariam vazias.

Pois o Grêmio tenta fazer tudo certo para ganhar os títulos.

E o Náutico tenta fazer tudo errado para no fim dar certo.

Hoje, o personagem do jogo foi o nosso terceiro goleiro.

O Deivid que sabe pegar, mas não esperava jogar nem tão cedo.

Pois é. Quando menos se espera é quando acontecem as coisas.

Deivid entrou com medo, apavorado, em pânico.

Nostradamus já falava na antiguidade: Todo grande time começa com um grande arqueiro.

Os dirigentes do Náutico não acreditam nas centúrias.

Problema deles e dor de cabeça nossa.

Mas eu quero terminar dizendo outra coisa.

Em sua finitude, em seus erros, em sua caminhada rumo ao cadafalso, o Náutico foi bravo.

Kuki e Felipe lutaram como Davis, não Deivids, contra os Golias gaúchos.

Saí de campo feliz em ver novamente a dupla que me deu tantas alegrias.

A todo o elenco, meu muito obrigado!

Vocês nesta noite dignificaram o padrão de Rosa e Silva.

Mesmo com a atuação parcimoniosa do excelentíssimo juiz.

Mas o Náutico teve o azar dos rebaixados.

O azar dos inconsequentes.

O azar dos que só fecham a porta depois de roubados.

O mesmo azar que vão reinvidicar em outa praça de esportes de Pernambuco.

O Arruda...

A quem acredita em azar, meus pêsames.



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