
31 de maio de 2008.
Sábado. Pouco mais de meio dia.
Rosimeire Barros Bulhões, grávida, esposa do médico perito do INSS Sebastião Bulhões, abre a porta de casa.
O visitante avança em sua direção e chuta a sua barriga enquanto grita:
"O recado que tenho é este aqui!"
Rosimeire aborta.
No dia 25 de junho o médico Sebastião Bulhões recebe um telefonema no celular:
"Sua mulherzinha vai morrer!"
Sebastião pede transferência para bem longe da cidade de Barreiras, interior da Bahia.
Ameaças contra os peritos se repetem. Em outubro de 2007 foram feitas oito denúncias.
Em maio deste ano, vinte e quatro.
Quadrilhas se multiplicam para garantir os benefícios fraudulentos. Uma parte da população confunde direito com obrigação do Estado.
Os assassinos estão soltos.
Os médicos, assustados.
E até o momento, tudo que o INSS fez foi colocar um detector de metais na entrada dos seus estabelecimentos.
Detector que na maioria dos casos não funciona.
Mas se fosse no Congresso Nacional, na Granja do Torto...
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