15 de ago. de 2008





Ninguém é profeta em sua terra!

Santo de casa não faz milagre!

Pronto. Os dois axiomas permeiam as quatro linhas do gramado.

Como mandamentos. Mas axiomas não são verdades absolutas. São teorias que necessitam comprovação.

Roberto Fernandes nasceu em Recife. Se esgoelava pelo Náutico nos Aflitos. Até que um belo dia decidiu ser técnico.

Fez um curso de treinador. Dirigiu o Ferroviário, antigo algoz do Santa Cruz.

Foi para o Rio de Janeiro onde realizou outros dois cursos de técnico.

Obteve a carteira de treinador reconhecida pelo Sindicato dos Treinadores de Futebol Profissional do Rio de Janeiro.

De volta a terrinha, levou o Surubim ao terceiro lugar no estadual de juniores em 1999.

Contratado pelo Unibol, dirigiu a equipe sub-17 na Copa Rio.

Recebe um convite do Osan de Indaiatuba.

Após dois empates contra o Primavera da mesma cidade, troca o clube pelo adversário.

E no Primavera, Roberto Fernandes consegue a façanha de levar a equipe ao terceiro lugar na Taça São Paulo de Juniores de 2001.

Pelo terceiro lugar, Fernandes é escolhido o melhor técnico da competição pelas rádios Gazeta e Band.

A campanha do Primavera na Taça foi digna de registro:

Venceu o Atlético-PR por 3 x 0. A Ponte Preta por 3 x 2.

Nas oitavas passou pelo Vasco por 2 x 0. Nas quartas pelo América-MG, 3 x 1.

Só parou na derrota de 3 x 1 para o poderoso São Paulo.

Desfalcado de seis titulares, o Primavera virou o jogo na disputa contra o Bragantino pelo terceiro lugar quando perdia de 1 x 0.

Roberto Fernandes não é profeta, nem santo.

Mas é um bom técnico, como os bons técnicos do Brasil.

Fica aqui uma proposta.

Por que não fazer da volta de Roberto Fernandes um resgate das divisões de base do clube?

Por que não fazer do Náutico um novo Primavera?

Por que não fugir do lugar comum da Sulamericana?

Talvez seja a hora de pensar num projeto mais amplo.

Um projeto que vá além da nossa aldeia.



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