25 de ago. de 2008





Muito se discute sobre a hegemonia do futebol pernambucano.

Muitos os que vibram com a queda da Casa do Arruda. Soltam fogos. Hasteiam bandeiras.

Será a derrota fragorosa de um adversário motivo de riso e escárnio?

A resposta é negativa. E a resposta não está nem no senso comum, nem nas mentes romanticas do mundo do futebol.

A resposta como sempre está na história.

De vez em quando um livro balança nossa realidade. Achincalha nosso dia a dia.

Em 1997 isso aconteceu com o livro Guns, Gems and Steel* de Jared Diamond, professor de geografia e fisiologia da UCLA.

Não vamos conversar sobre todo o livro. Basta nos concentrarmos na análise sobre a China e a Europa.

Puro gol de placa.

Há 500 anos os chineses eram a maior potência naval do mundo.

Dominavam a escrita, a pólvora, a bússola, o escambau a quatro.

O império chinês estava pacificado. Não havia grandes inimigos para se preocupar.

Então, a China se isolou. Fechou suas portas. Achou-se o máximo.

Enquanto isso, os europeus guerreavam, passavam fome, brigavam que nem cão e gato, leão, cobra e timbu. Raposa e galo.

As inovações tecnológicas começaram a nascer na Europa. A China ficou com o bicho-da-seda.

A China terminou obsoleta. A Europa dominou o mundo.

Você pode não concordar com o imperialismo. Eu também não.

Mas se você não tem um bom adversário, o mais provável é que você não evolua.

E sem evolução a morte, certeza de quem vive, é mais rápida do que a gente pensa.

Muito se discute sobre a hegemonia do futebol pernambucano.

Muitos os que vibram com a queda da Casa do Arruda. Soltam fogos. Hasteiam bandeiras.

Será a derrota fragorosa de um adversário motivo de riso e escárnio?

A história diz NÃO!

* Apesar de reconhecer o brilho do autor, qualquer criança brasileira sabe que a tese sobre a China já estava presente nos livros História do mundo para crianças (1933) e História das Invenções (1935) do querido Monteiro Lobato...



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