30 de ago. de 2008



Visando esclarecer a polêmica sobre os heróis do título alvirrubro de 1989, seguem os textos abaixo:


Por LUCÍDIO OLIVEIRA


O alvirrubro João Carlos em comentário no post "O basquete que merecia respeito" deste blog (13/08), atribui a mim o pecado da ingratidão quando narro a conquista do campeonato de 1989 na recém-lançada 2ª edição de "O Náutico, a bola e as lembranças". O assunto é a participação do treinador pernambucano Charles Muniz na jornada vitoriosa.

Não está bem claro se a suposta injustiça foi feita em relação a Luciano Sabino Pinho, o treinador responsável pela montagem do time um pouco antes, ou ao dr. Marcos Mendonça, renomado psiquiatra pernambucano com reconhecida participação na área da psicologia aplicada ao futebol, inclusive na jornada de 89. Digamos que seja aos dois. Vamos então por parte:

Na apresentação de NBL deixei registrada a advertência de que a narrativa do livro estaria restrita só e exclusivamente aos acontecimentos ocorridos dentro do campo de jogo. A história a ser narrada contaria a caminhada do time do Náutico pelos gramados do futebol através dos tempos na visão de um torcedor. E deixei registrado: "... ao autor que viu e vê futebol – não custa repetir – como um simples torcedor, sem nunca ter participado diretamente do jogo, fica difícil, senão impossível, enxergar com a devida precisão o que está acontecendo nos bastidores, nem sempre bem iluminados do futebol profissional". As ações extra-campos ficariam assim de fora, até porque a elas não tivera acesso como um simples torcedor de arquibancada.

Pra mim o que interessava era fixar a conduta do time do Náutico dentro de campo. E o time em 1989 obedecia ao comando de Charles Muniz. Deixei registrado ainda em NBL, e volto a afirmar, que diferentemente dos demais treinadores, Charles Muniz valorizava e muito o emocional dos seus comandados, sobrepondo à preparação técnica e física, uma atenção especial à condição psicológica dos jogadores em face dos desafios a serem enfrentados. Fazia ele questão de ressaltar esse aspecto do seu trabalho em suas entrevistas. Continuou assim, mesmo depois que saiu do Náutico, quando passou a prestar seus serviços em outros clubes. Decerto influenciado desde os primeiros tempos pelo trabalho profissional realizado na época no Náutico por dr. Marcus Mendonça.

De outra parte, o nome do dr. Marcus Mendonça não foi por mim esquecido no quadro com a relação dos campeões alvirrubros. Consta da lista dos profissionais componentes da Comissão Técnica de 1989, como psicólogo. (p.288)

Quanto a Luciano Sabino Pinho, em duas oportunidades, no mesmo capítulo dedicado à conquista de 89, fiz referências elogiosas ao seu trabalho como treinador do Náutico. Textualmente, referindo-me ao time sob o comando do antecessor de Charles Muniz: "A jornada de 1989, ocorrida no primeiro semestre, foi precedida - o que muito contribuiu para a conquista do título - da brilhante campanha desenvolvida pelo time nas disputas do Campeonato Brasileiro da Divisão Especial do ano anterior, o passaporte para o retorno à Primeira Divisão assegurado" (p.280). E logo a seguir: "O comando técnico do time estava entregue a Luciano Sabino Pinho, um filho da terra". (p.283) Mais adiante, volto a falar de Luciano, lamentando o seu afastamento: "De início, cometeu-se a imprudência de dispensar o jovem Luciano Sabino Pinho, um treinador doméstico, porém comedido e conhecedor do nosso futebol". (p.283)

Concluindo: onde, pois, a ingratidão?

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Comentário do alvirrubro João Carlos no dia 13/08/2008:

INGRATIDÃO


Por JOÃO CARLOS


Caro Roberto,

Após a perda do título de 1988, o Dr.Gustavo Krause convidou o Dr.Marcus Mendonça (psiquiatra/psicoterepêuta com experiência em psicologia esportiva) para colaborar com o Náutico que iniciava a Segundona com o treinador Luciano Sabino: o time passou para a Primeirona. Mais tarde, quando a equipe começou a dregringolar no segundo turno do PE, o Dr Marcus foi novamente chamado e instalou a equipe por 3 dias em seu spa em Carpina,de onde sairam para ganhar o título de 1989. Vem então agora,o livro NÁUTICO, A BOLA etc e atribui quase que unicamente todos os méritos ao Charles Muniz (técnicos e psicológicos). É de estarrecer pois, Charles tem seus justos méritos mas Luciano Sabino foi quem montou aquela equipe e nem é preciso dizer que as o Dr Marcus tinha (e tem) os necessários treinamento e formação acadêmicas para exercer a função que lhe foi atribuida. Portanto, peço que me ajude a corrigir esta injustiça.



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