O jogador de futebol caminha em um plano filiforme.
De um lado a glória.
Do outro, a tragédia.
5 de abril de 1981. Ilha do Retiro.
Um jogo empatado entre Sport e Internacional.
O volante Batista do colorado parte com a bola dominada.
E recebe o carrinho de Merica. Antigo jogador do Flamengo.
A perna de Batista não resiste. O jogador gaúcho cai em prantos.
O estádio silencia.
Os jornais pernambucanos correm em defesa do jogador rubro negro.
O técnico Cláudio Duarte do Internacional acusa Merica.
O juiz dá cartão amarelo.
Um jogo sem importancia. Dois times classificados.
Batista vai ainda uniformizado para o Hospital da Polícia Militar onde é engessado.
Batista vê a Copa 82 como um sonho distante.
Mas consegue se recuperar e voltar a tempo de levar uma outra entrada violenta na Espanha.
Um pontapé raivoso de Maradona no Sarriá. Maradona que é expulso.
Inapelavelmente.
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