2 de jul. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA

No primeiro ato administrativo de Roberto Dinamite no Vasco, uma retaliação.

Volta a campo a camisa 11 de Romário.

Romário que marcou seu milésimo gol em São Januário.

Romário que estreou jogando com seu ídolo Dinamite.

Mas Romário que era unha e carne de Eurico Miranda.

Normalmente na política brasileira é assim.

A Nova Ordem assume apagando os vestígios do pretérito.

Derrubando estátuas. Inventando a pólvora.

O darwinismo assume ares de criacionismo: O homem nasce da vontade divina do seu criador político.

Desaparecem com o elo perdido.

Roberto Dinamite não precisa atacar Romário.

Dinamite é um símbolo vascaíno. Um libertador. Um Símon Bolivar para a torcida cruzmaltina.

Quando Eurico Miranda homenageou Romário imitando o gesto do Chicago Bulls com a camisa 23 de Michael Jordan, Eurico Miranda marcou um gol.

Um gol raro em sua trajetória, mas um gol. E um gol é sempre um gol.

Pois, como diziam os antigos.

Um gol deve ser comemorado mesmo que seja de mão, impedido, no último segundo de uma partida.

Seja feito por um zagueiro, pelo centroavante, ou pelo presidente de um clube...



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