23 de jul. de 2008




Liguei pro Laerte mas ele estava borocoxô. Como o Náutico.

Então me dirigi solitário até o McBode para assistir a pugna Nau-Vi.

Levei comigo apenas o Antonio Houaiss, amigo das horas de meditação. O cara que sabe tudo de bola. Quando o Náutico entrou em campo feito colcha de retalhos, o Houaiss murmurou que um time é um grupo de pessoas empenhadas numa mesma atividade conjunta. Nada mais distante do Náutico de hoje. E quando Wellington perdeu um gol cara a cara com as redes, meu amigo sorriu exclamando que cego também é sinônimo de perna-de-pau.

Eduardo fez algumas defesas inexplicaveis pelas leis naturais. Os ditos milagres. Marquinhos do Vitória fez o que se espera de um avançado-centro: Gols. Gilmar lutava com um herói. Segundo Houaiss, herói é um indivíduo que se sacrifica pelo benefício dos outros. Em vão. Roger errou todos os passes. Até lateral. Ticão de half é half jogador. A zaga era uma abstração.

Paguei a conta aos 30' do segundo tempo e caminhei até em casa. Não acredito em acaso. Na fortuna. Acredito no planejado. No intuito ao invés do fortuito. Quando o Náutico alinhar Eduardo; Maurinho, Wagner, Everaldo e Piauí; Ticão, Alceu, Ruy e Geraldo; Gilmar e ? , quem sabe?

Por enquanto o Náutico é um bando. Um pagode.

O Náutico deixa qualquer um borocoxô.


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