16 de jul. de 2008




A bola

maligna mágica magna bola de couro e perfídia

percorre a trajetória do sonho

da glória

e repousa nas redes de Barbosa.

Um gol

um átimo de segundo

o torcedor é um animal gregário

mas naquele dia

cada torcedor só

queria a solidão de uma mesa de bar no intinerário de casa.

As ruas desertas

eram desertos de ruas em festa

e a bola

esta senhora de ingrata paixão

sorria em escárnio

do torcedor no estádio

do torcedor e sua paixão.

Desde então

ela me chama braços abertos e beijos em brasa

e eu me entrego frágil

e lhe pertenço até

que novamente ela me foge ágil

bola

maligna de couro e perfídia

percorrendo a trajetória do sonho

da glória

e repousando nas redes do Barbosa que há em mim

ávida

sanguinária

bola.





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