A bola
maligna mágica magna bola de couro e perfídia
percorre a trajetória do sonho
da glória
e repousa nas redes de Barbosa.
Um gol
um átimo de segundo
o torcedor é um animal gregário
mas naquele dia
cada torcedor só
queria a solidão de uma mesa de bar no intinerário de casa.
As ruas desertas
eram desertos de ruas em festa
e a bola
esta senhora de ingrata paixão
sorria em escárnio
do torcedor no estádio
do torcedor e sua paixão.
Desde então
ela me chama braços abertos e beijos em brasa
e eu me entrego frágil
e lhe pertenço até
que novamente ela me foge ágil
bola
maligna de couro e perfídia
percorrendo a trajetória do sonho
da glória
e repousando nas redes do Barbosa que há em mim
ávida
sanguinária
bola.
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