8 de jun. de 2008







Por ROBERTO VIEIRA


No início dos anos 70, o Brasil possuía vários sucessores para o Rei Pelé.

Washington do Guarani naufragou na adolescência.

Tostão abdicou no diagnóstico de Dr. Roberto Abdallah Moura.

E Paulo César Lima, ou Caju, exilou-se no álcool e nas drogas.

Paulo César era uma exceção na cultura do futebol brasileiro de então.

Nascido na Favela da Cocheira e adepto da alta sociedade. Um craque em campo e nas altas rodas.

O Wilson Simonal do Maracanã e dos gramados franceses.

Um virtuose entre os virtuoses do Botafogo, do Flamengo e do Fluminense.

Paulo César foi colhido pelo vendaval alucinógeno daqueles anos em que tudo era permitido, menos a realidade.

Neste domingo no Programa do Faustão, o depoimento do antigo craque recuperado dos vícios e das más companhias é um aviso.

Um aviso aos pais e aos adeptos das cannabis e papoulas da vida.

Nem sempre a vida permite que amigos como Cláudio Adão, Roberto Rivelino, Zagallo e Parreira cruzem nosso caminho.

Nem sempre uma Dona Ana se apaixona por nós.

As drogas e o álcool geralmente não permitem uma segunda chance na vida.

Apesar de mata-mata, o jogo do underground lisérgico é só de ida.

Não tem volta.




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