Por ROBERTO VIEIRA
No início dos anos 70, o Brasil possuía vários sucessores para o Rei Pelé.
Washington do Guarani naufragou na adolescência.

Tostão abdicou no diagnóstico de Dr. Roberto Abdallah Moura.
E Paulo César Lima, ou Caju, exilou-se no álcool e nas drogas.
Paulo César era uma exceção na cultura do futebol brasileiro de então.
Nascido na Favela da Cocheira e adepto da alta sociedade. Um craque em campo e nas altas rodas.
O Wilson Simonal do Maracanã e dos gramados franceses.
Um virtuose entre os virtuoses do Botafogo, do Flamengo e do Fluminense.
Paulo César foi colhido pelo vendaval alucinógeno daqueles anos em que tudo era permitido, menos a realidade.
Neste domingo no Programa do Faustão, o depoimento do antigo craque recuperado dos vícios e das más companhias é um aviso.
Um aviso aos pais e aos adeptos das cannabis e papoulas da vida.
Nem sempre a vida permite que amigos como Cláudio Adão, Roberto Rivelino, Zagallo e Parreira cruzem nosso caminho.
Nem sempre uma Dona Ana se apaixona por nós.
As drogas e o álcool geralmente não permitem uma segunda chance na vida.
Apesar de mata-mata, o jogo do underground lisérgico é só de ida.
Não tem volta.

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