
Por ROBERTO VIEIRA
A jogadora de basquete Iziane Marques não é Hortência nem Magic Paula. Mas se julga a tal.
Substituída pelo técnico Paulo Bassul na partida contra a Bielorrússia, revoltou-se.
Afirma que nunca mais jogará pela seleção porque é uma estrela. E estrelas são individualistas.
O time que se exploda.
Paulo Roberto Falcão não era Pelé nem Garrincha. Mas era craque.
Até que foi barrado na seleção pelo técnico Cláudio Coutinho após um empate com o Paraguai no Maracanã.
Falcão já era uma estrela no Internacional. Já era bicampeão brasileiro. Mas a seleção negava-se a reconhecer seu talento.
Um ano depois, comandou os gaúchos em um empate histórico contra a seleção brasileira nas vésperas da Copa da Argentina.
Com direito a vaias, carrinhos e cartão amarelo.
Para Coutinho, o soberbo futebol de Falcão carecia da operacionalidade do futebol de Chicão.
Juntamente com Falcão, Coutinho barrou Marinho Chagas e Paulo César. Estrelas demais. Vedetes demais.
Exibicionistas demais.
Tudo muito bonito na prancheta, no discurso.
No final, quem explodiu foi o time.
Até hoje, Coutinho é crucificado pela não convocação do craque colorado.
A unanimidade na atitude do técnico Paulo Bassul já era esperada. Unanimidade que ficou mais fácil depois da classificação sofrida contra Cuba para as Olímpiadas.
Tudo pelo coletivo! Abaixo o indivíduo!
Afinal de contas Pelé e Garrincha já sentaram no banco de reservas numa boa.
Hortência e Paula, idem.
"Operários do mundo, uni-vos!"
Resta saber se um fracasso em Pequim não vai comprovar o célebre mandamento do mestre Armando Nogueira:
"Deus castiga a quem o craque fustiga!"
Nenhuma grande seleção do mundo foi formada por um bando de santos dizendo amém.
Todas estavam cheias de loucos e demônios.
Com um técnico polivalente na retaguarda. Misto de psiquiatra e exorcista de plantão.
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