Aos amigos alvirrubros.
Tentei, não consegui.
Hoje eu sou Pernambuco. Hoje eu sou nordestino.
Amanhã eu peço desculpas ao manto Timbu.
Hoje, nós somos madeira de LEI que cupim não rói!
Sport começou a ganhar o título da Copa do Brasil quando o técnico Nelsinho cristianizou o jovem Kássio. Nelsinho que não cometeu erros durante toda a campanha rubro negra em 2008.
O Corinthians começou a perder a Copa do Brasil no momento em que abdicou de jogar. Como determinou o técnico aniversariante Mano Menezes. Sábio se vencesse, herético se perdesse.
Uma final é como um duelo no velho oeste americano. Um piscar de olhos e você está vivo. Ou morto. O Corinthians levava o jogo em banho-maria. Mas numa fração de segundos: Sport 2 x 0! Justo no momento em que a torcida do Sport começava a silenciar duvidando da Terra Prometida.
O Corinthians renasceu das cinzas do rebaixamento. Fez juz ao adjetivo de Timão. Foi bravo.
Mas como negar o mérito de um time que eliminou o Palmeiras, o Internacional, o Vasco e o próprio Corinthians em confrontos épicos? Resta apenas aplaudir. Aplaudir os gols, a garra, a dor. A expulsão ingênua de Saci na malandragem de Bala, os milagres de Magrão. A raça de Dutra.
Não é difícil concluir sobre a importancia do título para o Nordeste. O primeiro da Copa do Brasil. O primeiro título nacional desde o campeonato brasileiro do Bahia há 20 anos. Ganha o Nordeste, ganha também o Brasil. Não há grandeza se apenas o eixo consegue disputar as Libertadores da vida. Como o Uruguai nos tempos do Nacional e do Peñarol. Como a Espanha do Real e do Barcelona. Domínios feudais, heranças da Idade Média.
Durante a semana os torcedores do Sport voltarão a ser torcedores do Sport. Como os do Bahia em 1988. Ostentarão suas faixas de campeão, orgulhosos, distribuindo piadas de ordem. Como fazem sempre os torcedores campeões. A felicidade é livre!
Mas, no presente, tudo é festa. Hoje uma parte dos alvirrubros e tricolores torce por Pernambuco. Amanhã tudo volta ao normal. Parodiando o gênio de Albert Einstein. Einstein que afirmava que o futebol era igual a massa da torcida vezes a velocidade do atacante ao quadrado.
Se o Sport perdesse, o torcedor adversário diria: Quem perdeu foi o Sport!
Como o Sport ganhou, os torcedores adversários sempre vão lembrar:
Quem venceu foi Pernambuco! Quem venceu foi o Nordeste!
Nós somos madeira de lei que cupim não rói!

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