
Por ROBERTO VIEIRA
Os donos do futebol brasileiro interditaram os Aflitos.
O Clube Náutico Capibaribe irá enfrentar o Vasco da Gama do Sr. Eurico Miranda em terras estrangeiras.
No exílio. Como um criminoso político. Um terrorista das Brigadas Vermelhas. Um Tupamaro.
O Sr. Eurico Miranda e o Vasco da Gama desconhecem no episódio a própria história.
Não lembram a saga da construção do Estádio de São Januário.
São Januário construído contra tudo e contra todos do futebol brasileiro. São Januário que foi o maior estádio do Novo Mundo até a construção do Centenário de Montevidéu.
Um monumento aos que amavam o futebol e defendiam o fim da servidão nos gramados da década de 20. Pois o Vasco da Gama tem a mais bela biografia do nosso desporto.
O amor que os vascaínos sentem por seu estádio não é maior que o amor que os alvirrubros sentem pelos Aflitos.
Nada mais triste e sombrio para um torcedor que observar o seu estádio em silêncio. Calado. 0 x 0.
O Vasco da Gama do Sr. Eurico Miranda vai enfrentar o Náutico no exílio.
No Estádio José do Rego Maciel de propriedade do Santa Cruz. Estádio mais conhecido como Mundão do Arruda.
Não fico triste pelo Náutico. O Náutico de hoje representa a luta do Vasco de ontem. Um time atacado pelos donos do futebol brasileiro.
Talvez o Náutico vença, como venceu o Vasco de Romário e Roberto Dinamite em agosto de 1986. Talvez empate ou perca. É do futebol.
Porém, de uma coisa podem estar certos. O estádio do Santa Cruz vai se vestir de vermelho e branco.
Durante noventa minutos a geografia pernambucana vai obedecer aos ditames do coração Timbu.
O Estádio José do Rego Maciel durante noventa minutos vai se chamar Mundão dos Aflitos.
Com as bençãos de San Gennaro!
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