
Por ROBERTO VIEIRA
Quatorze anos após a morte de Kurt Cobain a seleção brasileira chega a Seattle para enfrentar o Canadá.
A seleção brasileira enfrentando o Canadá em Seattle é tão grunge quanto uma seleção de futebol americano enfrentando o Equador em Caruaru durante o São João.
Eu digo grunge, mas o certo talvez fosse dizer psicodélico. Os cartazes que apresentam a seleção trazem Ronaldinho e Kaká. São, no mínimo, propaganda enganosa.
Mas será que a CBF está dando ponto sem nó? Por que jogar em Seattle? Seattle que não está nem um pouco interessada no futebol?
Vejamos. Os clubes da Major League Soccer (MLS) foram liberados para exibir patrocínio em suas camisas na temporada passada. Logo, a Herbalife anunciou o patrocínio do Los Angeles Galaxy. Mês passado, a Volkswagen adotou o DC United.
Seattle, além de terra do Nirvana e do Pearl Jam, também é a terra da Microsoft.
A terra de Bill Gates. E a Microsoft decidiu patrocinar o Seattle Sounders Futebol Clube, que estréia na Major League no próximo campeonato.
E como fazem desde os tempos de Pelé no Cosmos, lá vão os brasileiros tentar fazer da terra do baseball a terra do football. Como o bebê na capa do álbum Nevermind** do Nirvana.
O gramado do Qwest Field onde Robinho vai dar suas pedaladas é um pasto.
A torcida, uma incógnita.
O horário pra torcida brasileira, pouco importa.
O jogo tem tanta importancia que Dunga perdeu o vôo.
Mas talvez eu esteja sendo injusto. Numa coisa a seleção brasileira tem tudo a ver com o Nirvana.
Hoje em dia, ela é apenas uma banda numa propaganda de refrigerante!
** Grato pela correção, Diego!
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