29 de mai. de 2008



Por ROBERTO VIEIRA


Estranho mistério é o futebol. A cabala não lhe poderia explicar.

Nem as profecias, ou as bolas de cristal, as cartomantes.

No futebol nada é trivial, simples. Tudo é rocambolesco. Significativo.

Quiseram os noventa minutos do futebol que na final da Copa do Brasil se encontrassem os técnicos Mano Menezes e Nelsinho Batista.

Técnicos que só poderiam se encontrar este ano numa final da Copa do Brasil.

Mano que foi trazido para resgatar o Corinthians da Série B.

Nelsinho que não conseguiu evitar o naufrágio da Série A ano passado com o Timão.

Mano dispondo de uma credibilidade junto a Fiel adquirida com as conquistas no Grêmio.

Já Nelsinho chegando sob o olhar desconfiado da torcida leonina.

Aos poucos construindo um time de raça.

Como se montasse um lego para nós leigos.

O Corinthians não chegou nas finais do Paulistão.

Mas navega em mares tranquilos na Série B.

O Sport de Nelsinho venceu o pernambucano do ponta a ponta. Nelsinho virou professor.

E foi derrubando Palmeiras, Internacional e Vasco da Gama no seu caminho copeiro.

Alguns duvidaram de Mano Menezes no Timão.

Muitos criticaram Nelsinho no Leão.

São pessoas crédulas. Agnósticas. Pragmáticas.

Mal sabem estas pessoas que o futebol é um estranho mistério.

A cabala não lhe poderia explicar.

Nem as profecias, ou as bolas de cristal, as cartomantes.

No futebol nada é trivial, simples. Tudo é rocambolesco. Significativo.

Sintomático.

Pois, no futebol, até as pedras se encontram.



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