Estranho mistério é o futebol. A cabala não lhe poderia explicar.
Nem as profecias, ou as bolas de cristal, as cartomantes.
No futebol nada é trivial, simples. Tudo é rocambolesco. Significativo.
Quiseram os noventa minutos do futebol que na final da Copa do Brasil se encontrassem os técnicos Mano Menezes e Nelsinho Batista.
Técnicos que só poderiam se encontrar este ano numa final da Copa do Brasil.
Mano que foi trazido para resgatar o Corinthians da Série B.
Nelsinho que não conseguiu evitar o naufrágio da Série A ano passado com o Timão.
Mano dispondo de uma credibilidade junto a Fiel adquirida com as conquistas no Grêmio.
Já Nelsinho chegando sob o olhar desconfiado da torcida leonina.
Aos poucos construindo um time de raça.
Como se montasse um lego para nós leigos.
O Corinthians não chegou nas finais do Paulistão.
Mas navega em mares tranquilos na Série B.
O Sport de Nelsinho venceu o pernambucano do ponta a ponta. Nelsinho virou professor.
E foi derrubando Palmeiras, Internacional e Vasco da Gama no seu caminho copeiro.

Muitos criticaram Nelsinho no Leão.
São pessoas crédulas. Agnósticas. Pragmáticas.
Mal sabem estas pessoas que o futebol é um estranho mistério.
A cabala não lhe poderia explicar.
Nem as profecias, ou as bolas de cristal, as cartomantes.
No futebol nada é trivial, simples. Tudo é rocambolesco. Significativo.
Sintomático.
Pois, no futebol, até as pedras se encontram.
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